O drama de atraso vivido no final do ano de 2009 só pioraria durante o ano de 2010.
Os funcionário públicos de Coari começaram a viver o drama de ter que assumir compromissos com seus salários atrasados e sem o apoio do sindicato a situação só piorava. O comércio local começo a ficar afetado, não apenas pelo atraso de pagamento mas também pela desativação de programas sociais de distribuição direta de renda. Nem mesmo a equipe de governo de Mitouso se entendia quando o assunto era, pagamento.
Mitouso estava enfrentando as próprias críticas. O prefeito anterior havia feito o pagamento em 4 parcelas, Mitouso não parcelou e nem pagou na data prevista. Diante do quadro, aliados, decepcionados com a situação começaram a vir à público manifestar o descontentamento. Chegou o mês de março de 2010 e o salário de fevereiro ainda não havia sido pago. A imprensa do Estado já começava a denunciar os desmandos da gestão pública em Coari. O mês de abril chegou e o pagamento de março ainda não havia sido efetuado e o pior de tudo era que com todas as demições efetivadas no ano anterior, a folha de pagamento ao invés de diminuir, só crescia. Mesmo assim. com salários atrasados Mitouso resolveu fazer a festa do trabalhador, uma homenagem que não caiu nada bem, já que o essencial não estava sendo respeitado. que era o pagamento e o décimo.
Era final de abril e nem o mês março assim como o décimo terceiro salário não havia sido pago.Mesmo assim, Mitouso gastou aproximadamente 1 milhão com as popozudas e uma festa no Centro Cultural. Era maio, e o pagamento de abril não havia sido feito pela prefeitura de Coari. Aposentado e pensionistas também viviam o drama de salários atrasados, mesmo com 14 mihões de receita; a arrecadação subia mas os salários não era pagos. Não havia uma explicação que justificasse tantos desmandos.
Em meio ao atraso de pagamento, as vantagens dos funcionários da Secretaria de Defesa Civil foram cortados. Os funcionários da saúde ensaiaram uma manifestação que foi logo contida. Os aposentados continuavam sofrendo. A arrecadação no mês de Julho foi recorde, mesmo assim o drama do atraso de pagamento continuava. Não houve uma organização do calendário de pagamento. Por não pagar também os coletores de lixo, houve paralisação da coleta. O mês de setembro havia chegado e a história era mesma; salários continuavam atrasados. Era 30 de setembro, e por conta de não pagar os coletores de lixo, a cidade ficou impestada de lixo por toda a parte, com um detalhe, os recursos da prefeitura não estavam bloqueados.
A crise foi apertando durante todo o mês de outubro, até que em novembro os funcionários da defesa civil resolveram fazer uma manifestação em frente à prefeitura de Coari. A manifestação ganhou mídia regional, a ROCAM foi trazida de Manaus para guarnecer a prefeitura. Coari viveu dias de caos, os manifestantes apresentaram 13 mil assinaturas pedido providências, até que a justiça se manifestou sinalisando um possível bloqueio das contas da prefeitura, para obrigar a Prefeitura a elaborar um calendário de pagamento. Fato que só aconteceria em 2011. Os funcionários passaram dezembro com salários atrasados e não receberam o décimo terceiro, mas isto é assunto para o próximo post...