A publicação está no Jornal Acritica. O motivo: mais um bloqueio concedido à Câmara, referente ao repasse do duodécimo que Mitouso insiste em não fazer.

Detalhe: o repasse é constitucional para a manutenção autônoma do Poder Legislativo e deve ser feito todo dia 20... Pelas regras legais não podem ser feito nem a a mais e nem a menos. Como o repasse de novembro e de dezembro não foi feito, mais uma vez a justiça, através do desembargador Aristóteles Thury determinou o bloqueio do valor referente aos dois meses.


Mitouso, condenado recentemente a 8 anos de prisão por um colegiado de 14 desembargadores, insiste, diz que vai denunciar o desembargador que deu a liminar ao CNJ. Antes disto, Mitouso pediu a suspeição do referido desembargador, mas até agora a ação não surtiu efeito.

O prefeito bate o pé, apesar das constantes derrotas no judiciário. Diz que não repassa os valores do duodécimo porque entende que devem ser feitos ao seu modo, de acordo com o entendimento de sua assessoria jurídica. Ele afirma que o bloqueio está prejudicando o pagamento dos funcionários da Prefeitura, mas a realidade é que desde quando Mitouso entrou os salários dos funcionários vêm sendo pagos em atraso... Os atrasos chegaram até a 3 meses sem pagamento.

Mitouso que diz que vai denunciar o desembargador ao CNJ vai enfrentar outro julgamento que está à vista, e que pode levá-lo a perder o mandato justamente por não efetuar naturalmente o repasse do duodécimo e fazê-lo somente por meio da força coercitiva da justiça, através de sucessivas liminares. É confusão "pra mais de metro" e o povo de Coari sofrendo.

A assessoria de Mitouso deveria orientá-lo a pelo menos fazer o repasse constitucional enquanto questiona na justiça. Assim, o prefeito não estaria concorrendo em sucessivas irregularidades, produzindo provas gritantes contra ele e que mais tarde poderão ser utilizadas no julgamento de improbidade.