Ontem a noite entrevistei o comandante da polícia em Coari, tive a percepção de estar diante de uma pessoa altamente comprometida com a segurança pública, um oficial de carreira que apesar do seu preparo superior, especialista em segurança pública que é, sabe falar a linguagem do povo e se comunicar com o cidadão que carece dos serviços de proteção do Estado, prova maior foram as constantes intervenções dos cidadãos através do telefone para o estúdio da Nova Coari FM enquanto ele concedia entrevista. Observei acima de tudo que o comandante que está há cerca de 01 mês no comando da Polícia Militar em Coari está determinado a combater a criminalidade que insiste em tirar a segurança dos cidadãos de bem, e a contribuir para a diminuição das ocorrências de roubos, furtos e violência na terra do Petróleo e do Gás Natural.


O novo comandante afirmou que os criminosos aproveitaram o momento de transição da troca de comando da polícia em Coari, para praticarem atos danosos à sociedade. Ele lembrou que quando assumiu o comando da polícia, não passou por uma transição normal e que também a polícia civil estava sem delegados na cidade: "Neste momento agora nós já temos um novo delegado, temos uma delegada, houve um esforço do poder público municipal em trazer com urgência eu também estava estimulando esta vinda das autoridades policiais, estamos na expectativa de chegar mais escrivães e investigadores para contribuir conosco e também uma tropa maior para que eu possa administrar a segurança pública melhor aqui" - afirmou o comandante da PM.

Major Beckmam afirmou também que ele se revolta enquanto cidadão com a maladragem, com a patifaria: "Eu aprendi falar bonitinho: 'É cidadão cliente'. O bandido vai lá e mente o tapa na cara dos outros, puxa arma, rouba, bate, joga da moto e tem que ser chamado de 'cidadão infrator'. Eu respeito a terminologia e entendo os termos técnicos mas eu entendo que uma pessoa que assalta, causa traumas, quando ele não tem o mínimo de dó e aponta uma arma de fogo, um terçado e rouba e furta o cidadão de bem, pra mim uma pessoa com este tipo de comportamento não é um cidadão comum, é um patife sem tamanho". Ele lembrou que apesar de ter conhecimento de aspectos psicológicos, sociológicos e outros detalhes na formação do ser humano, ele como comandante não pode passar a mão sobre quem usa de malandragem para cometer ilicitudes. "O cliente vai ter o atendimento conforme o merecimento, não vamos dar moleza para bandido" - afirmou o comandante.

Ele lembrou ainda que um mês foi o tempo suficiente para tomar pé da situação e que agora já mapeou os pontos mais críticos da cidade, o que vai poder possibilitar realizar o trabalho de repressão dentro da realidade do município. "Nós já reduzimos os índices de roubo. Não estou dizendo aqui que já eliminou-se porque temos conhecimento de focos de roubos que têm ocorrido, tem alguns patifes no meio dos moto-táxi clandestinos que fingem ser motoqueiros mas estão praticando roubos. Nós vamos ter que endurecer em cima dos moto-táxis, cadastrar de forma correta... Eu já vou verificar esta situação e identificar esta motocicleta de alguma forma que todo o povo fique sabendo que motocicleta ele vai pegar e não pegar mais os clandestinos" - informou Beckmam.

O comandante informou que ontem (03) ele estava desde a cinco da manhã se preparando para cumprir mandato de prisão e prendeu com o auxilio da polícia civil três bandidos perigosos na cadeia. Ao terminar a operação, e como ainda não estava concluído o trabalho, para fechar o trabalho ele pessoalmente procedeu a prisão de um criminoso conhecido como TOM, que vinha tocando terror, dando tiro nos bairros e aterrorizando a população.

Major Beckmam lembrou ainda que as autoridades em segurança pública no município estão se reunindo constantemente, que alguns presos de maior periculosidade serão removidos direto para Manaus, que adolescente infratores também deverão ser encaminhado para Manaus para devido acompanhamento com o apoio do Ministério Público e do Judiciário: "Nós já conversamos bastante, inclusive sensibilizando o Ministério Público e o judiciário daqui do município para ver se é possível mandar alguns adolescentes para ficarem internados em Manaus, aqueles adolescente que aparentemente não têm mais jeito, que está tarimbado e vive na delegacia, cortando, furando, roubando, matando... Estes tem que ser removidos aqui da cidade por que é necessário para uma medida sócio-educativa" - concluiu o Comandante da Polícia Militar.