Somos o segundo município no Estado do Amazonas onde mais pessoas estão morrendo.

Daniel Maciel
Coari-Am 06 de março de 2020

Dizem que uma imagem valem mais que mil palavras, e de fato, em uma imagem podemos ter informações que às vezes não conseguimos traduzir em palavras. A organização de um gráfico, feito por especialistas em Coari, baseado nos números divulgados pela secretaria de saúde do município mostram em imagem, a escalada preocupante da COVID-19 em Coari. Uma linha ascendente assustadoramente real e preocupante.

Pelos números atualizados ontem, Coari está na oitava colocação de casos confirmados do novo coronavírus. O triste ranking é o seguinte: Manacapuru (611), Parintins (263), Tabatinga (232), Iranduba (181), Santo Antônio do Içá (180), Itacoatiara (150), Rio Preto (145) e Coari (144) que alcançou esta colocação em menos de um mês com o crescimento de em média 07 casos por dia. O gráfico mostra a subida íngreme que estamos fazendo em nosso município apesar de todos os esforços das autoridades municipais e em saúde para conter o avanço da doença.



Já nos casos de óbitos, pasmem todos, Coari já está em segundo lugar neste horroroso ranking em todo o Estado do Amazonas ficando apenas atrás de Manacapuru que tem 39 óbitos. Os integrantes do gabinete de crise precisam se debruçar sobre isto e procurar entender, junto à especialistas o que está acontecendo. Se comparado a outros municípios que sofrem com a Covid-19, porque tantos óbitos, porque avançamos tanto em letalidade? Entender este aspecto faz parte do combate à pandemia também.

É importante cada cidadão observar bem esses gráficos divulgados para que tenha uma imagem mental clara da nossa realidade e de quão perigosa é a doença. É importante se prevenir, seguir a orientação dos órgãos de saúde e contribuir evitando o contágio. Os esforços dos órgãos competentes e dos profissionais de saúde estão sendo observados e mostram empenho no combate ao coronavírus. Todos tem que contribuir para que este gráfico comece a ter uma curva descendente e possamos aos poucos voltar a normalidade.