BLOG EM DESTAQUE

Fatos, notícias, acontecimentos, tudo o que é destaque está aqui.

22 de janeiro de 2018

Lula: Recurso de Lula será julgado nesta quarta-feira © Reuters Recurso de Lula será julgado nesta quarta-feira
Os três desembargadores da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) nasceram num intervalo de sete anos, entre 1963 e 1970. Nesse mesmo período, o pernambucano Luiz Inácio Lula da Silva foi de torneiro mecânico diplomado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) do Ipiranga, em São Paulo, a suplente da diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema.
Os quatro são os personagens mais importantes do julgamento de quarta-feira, no qual a 8ª Turma, órgão de recursos da Operação Lava Jato, apreciará a apelação de Lula à condenação do juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, Sergio Moro.
A trajetória do réu já foi narrada da literatura de cordel ao cinema. As dos julgadores permanecem, em grande medida, restritas às notas oficiais e pronunciamentos solenes do Judiciário. 
A seguir, a BBC Brasil conta um pouco das vidas dos desembargadores Victor Laus, João Pedro Gebran Neto e Leandro Paulsen:

Victor Laus

Mais velho dos três desembargadores da 8ª Turma, Victor Luiz dos Santos Laus tinha um ano de idade quando o pai foi preso.
As razões da prisão do advogado Linésio Laus, em Joaçaba (SC), foram políticas. Era abril de 1964, e ele ocupava posição de destaque no regime sepultado dias antes pelos militares. Era ligado ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), do presidente deposto, João Goulart, e ocupava o cargo de delegado estadual da Superintendência de Valorização Econômica da Fronteira Sudoeste, um dos principais postos de confiança do governo federal na região Sul.
Victor Laus iniciou carreira no Ministério Público | Foto: TRF-4 © BBC Victor Laus iniciou carreira no Ministério Público | Foto: TRF-4
A prisão foi mencionada indiretamente na posse de Laus no TRF-4, em fevereiro de 2003. O desembargador encarregado de saudá-lo referiu-se a "tempos difíceis para a família Santos Laus" após abril de 1964.
Linésio figura entre 679 catarinenses detidos pela ditadura militar em lista elaborada pela Comissão Estadual da Verdade de Santa Catarina. Em 2011, o advogado ingressou com ação na Justiça Federal de Santa Catarina para obter indenização da União em razão de perseguição política e tortura durante o regime militar. Sustentou que, além da perda do cargo, fora impossibilitado de trabalhar como advogado até os anos 1980. Foi parcialmente vitorioso na primeira e na segunda instâncias, e, em 2015, a União havia recorrido do acórdão do TRF-4 junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). A reportagem telefonou para o escritório da família, em Balneário Camboriú, mas não obteve resposta.
Os reveses políticos não abalaram os vínculos dos Laus com Joaçaba, onde Victor Luiz, quarto dos cinco filhos de Linésio e da dentista Wanda dos Santos Laus, nascera em março de 1963. Quando o município completou 50 anos de emancipação, em 1967, o advogado assinou um dos textos da publicação comemorativa. Pouco depois, a família trocou o oeste catarinense por São Paulo, onde Victor Luiz iniciou os estudos no Instituto Mackenzie. Retornaria ao município mais de três décadas depois como procurador da República. O cartorista Clóvis dos Santos, 77 anos, lembra-se dele na infância:
"Era guri, andava pela cidade com o pai", diz.
A veia jurídica não corre apenas pelo lado paterno. A mãe de Laus é neta de Domingos Pacheco d'Ávila, diplomado pela prestigiosa Faculdade de Direito de Recife ainda sob o Império e cofundador do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, em 1891. "Este Victor lembra muito meu sogro (D'Ávila)", dizia o pai de Wanda, Ernani Sayão dos Santos.
TRF-4 fica em Porto Alegre | Foto: TRF-4 © BBC TRF-4 fica em Porto Alegre | Foto: TRF-4
Foi no Ministério Público que Laus deu os primeiros passos no Direito. Formado pela Universidade Federal de Santa Catarina em 1986, foi aprovado no mesmo ano em concurso de promotor. Durante "seis ricos e memoráveis anos", em suas próprias palavras, atuou em sete municípios catarinenses. Passou outros seis na condição de procurador da República concursado, e mais quatro na de procurador regional da República.
Em 2003, prestes a completar 40 anos, 16 dos quais como promotor e procurador, Laus tomou posse como desembargador federal no TRF-4 em vaga do chamado quinto constitucional, reservada a indicados pelo Ministério Público e pelos advogados. "Quem esquece seu passado, com certeza, perde o rumo do futuro", disse Laus ao tomar posse.
Decano da 8ª Turma, Laus sempre foi visto por advogados como "duro", jargão que designa o juiz rigoroso ao imputar penas, e não apenas em processos da Lava Jato. Em julgamentos recentes de recursos de decisões do juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, porém, advogados de defesa têm voltado os olhos para o catarinense na esperança de uma postura mais ponderada. Parte dessa expectativa deve-se ao fato de ele ser o último a ler o voto em casos da Lava Jato.
"Não imagino que o desembargador Laus profira voto sem aguardar o posicionamento de um colega que tenha pedido vista", diz um advogado envolvido no caso, pedindo anonimato.

João Pedro Gebran Neto

Se Laus tem sido apontado, no jargão jurídico, como o mais "garantista" (alusão às garantias fundamentais expressas na Constituição) da 8ª Turma, a aura de maior severidade é atribuída ao relator.
A amizade de décadas entre João Pedro Gebran Neto, 52 anos, e Moro contribui para reforçar essa impressão. A defesa de Lula já invocou em ação a proximidade dos dois para sustentar que o desembargador não poderia decidir se o juiz é suspeito ou não para julgar o ex-presidente. Gebran julgou e rejeitou a substituição, argumentando que a amizade é "juridicamente irrelevante".
Essa percepção é reforçada por quem conhece os dois. Quando o hoje juiz federal Anderson Furlan assumiu como analista judiciário concursado no Paraná, em 1998, ficou lotado na 2ª Vara de Execuções Fiscais, em Curitiba. Moro, que havia sido seu veterano no Curso de Direito da Universidade Estadual de Maringá, estava à frente da Vara havia dois anos. Removido para Cascavel, Moro indicou Furlan ao colega que assumira a vizinha 11ª Vara Federal. Assim, o analista conheceu Gebran.
Gebran Neto, relator do processo, é tido como o mais rígido do grupo | Foto: TRF-4 © BBC Gebran Neto, relator do processo, é tido como o mais rígido do grupo | Foto: TRF-4
"Havia na vara um processo sobre índios, do início da década, que não andava. Ele falou: 'Preciso pegar esse processo'. E conseguiu. É uma característica dele em qualquer situação: encarar o que é mais difícil e chegar a uma solução", afirma Furlan, hoje juiz titular da 5ª Vara Federal de Maringá.
Descendente de árabes, Gebran compartilha com a comunidade migrante o apreço pela caridade. Segundo Furlan, no final dos anos 1990 o juiz costumava acordar às quartas-feiras por volta de 4h a fim de participar de mutirões que levavam sopa a moradores de rua. Quando foi presidente da Associação Paranaense dos Juízes Federais, implantou um pecúlio em benefício de familiares de magistrados falecidos.
O ambiente familiar pesou na escolha de Gebran pelo Direito. O pai, Antonio Gebran, foi advogado em Curitiba e diretor-geral da Assembleia Legislativa do Paraná. Os mais próximos lembram-se de encontrá-lo, acompanhado do filho João Pedro, em jogos do Coritiba, time do coração, no Estádio Couto Pereira.
"O pai do desembargador Gebran foi um grande advogado, de bom trato, educado. O filho manteve essas características", afirma Jacinto de Miranda Coutinho, professor titular de Direito da Universidade Federal do Paraná e orientador de João Pedro no curso de especialização em Ciências Penais.
Na faculdade, Gebran consolidou características de liderança. Representava os estudantes em debates acadêmicos e disputou vaga de orador da turma formada em 1988 (foi o segundo mais votado). O ex-colega Nivaldo Brunoni, hoje juiz federal da 23ª Vara Federal de Curitiba, é grato ao amigo por incentivá-lo a trilhar a carreira de juiz.
"É inimaginável que Gebran profira uma sentença motivado por razões políticas. O processo não poderia estar em melhores mãos", opina Brunoni.
Gebran teve passagem pelo Ministério Público, como promotor de Justiça no Paraná. O ingresso na magistratura federal ocorreu em 1993, dez anos antes de chegar ao TRF-4 como desembargador federal. Nesse período, escreveu livros e artigos e se tornou especialista em judicialização da saúde.
"Ele se preocupa em escrever de forma que a parte entenda. 'Escreva para o ser humano', me ensinou", relembra Furlan.

Leandro Paulsen


Em uma nova derrota para o Palácio do Planalto, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, decidiu suspender temporariamente a posse da deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) como ministra do Trabalho, marcada para ocorrer às 9h desta segunda-feira. A decisão foi feita no âmbito de um processo movido por advogados trabalhistas.
A decisão foi tomada pelo fato de o STF ainda não ter recebido a decisão liminar (provisória) do ministro Humberto Martins, vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que no sábado, 20, cassou decisão da Justiça Federal de Niterói (RJ), que impedia a posse.
“Pelo exposto, com base no poder geral de cautela (caput do art. 297 do Código de Processo Civil) e nos princípios constitucionais da segurança jurídica e da efetividade da jurisdição, que seriam comprometidos com o ato de posse antes de se poder examinar a suspensão das decisões de primeira e de segunda instâncias que a impediam neste momento, defiro parcialmente a providência liminar para a suspensão do ato de posse até que, juntadas as informações, incluído o inteiro teor do ato reclamado, seja possível a análise dos pedidos formulados na presente reclamação, sem prejuízo de reexame desta decisão precária e urgente”, escreveu Cármen Lúcia em trecho de decisão publicada na madrugada desta segunda-feira.
O governo Michel Temer (PMDB) já havia perdido vários outros recursos protocolados no Tribunal Regional Federal (TRF2), a segunda instância da Justiça Federal no Rio de Janeiro, e teve que desmarcar a primeira posse de Cristiane Brasil, que estava prevista para o dia 9 de janeiro.
Temer tentava impedir a todo custo que o processo chegasse às mãos de Cármen Lúcia para evitar novo atrito entre presidentes de Poderes, já que ela já havia barrado um decreto de indulto presidencial de dezembro, que ampliava os benefícios a presos condenados por crimes como corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
O processo de Cristiane Brasil foi sorteado para o ministro Gilmar Mendes, mas, como o STF está em recesso, coube à presidente, que responde pelo plantão da Corte nesse período.

21 de janeiro de 2018


Coari também se rendeu ao hit (que tiro é esse internet coariense???), em um vídeo gravado por José Nunes e William Santos. O vídeo está disponível no endereço abaixo.

Assista ao vídeo aqui 

Outra opção para assistir o vídeo 

Que tiro foi esse que tá um arraso... 

Texto: Líduina Moura

As gravadoras investem, os cantores se vestem e se revestem de estratégias para emplacar o Fodástico Hit do Carnaval – mas o público ainda define o jogo, seja pelo besteirol, leseira, protesto ou tédio, e a onda se agiganta, se torna um viral e as celebridades assumem o leme, daí já foi.

Nem vou entrar ainda no mérito da polêmica de incentivo ao crime – fica para o segundo bloco. Porque eu já usei essa expressão ‘que tiro é esse...” em vários posts e textos – vide página do Bazar Garimpo quem quiser conferir – como elogio, lacre, arraso.. mitou, divou, antes de se tornar sucesso da nova “filósofa contemporânea” Jojo Todynho... e nunca como apologia à violência. Expressão de estilo já usada fartamente pra quem acompanha no Instagran o Hugo Gloss, Alfinetei e outros perfis de notícias de “espuma glam”.

Pois bem, quem trabalha com mídias sociais – no caso eu também – sabe que há marolas e grandes ondas, adorei aquela do “Logo Eu”.. “Quis me dar boa noite, Logo Eu, William Bonner”, “Pensou que iria me enganar, Logo Eu, pode de sorvete com feijão dentro”, e seguiu o baile.

Jojo Todynho, funkeira de  comunidade e nenhum padrão de beleza convencional – teve peito, e bota peito nisso, dez litros e dá pra chutar o balde que tem mais – e o mérito de ser ela mesma. Gravou um clip barato e com amigos, tosco e explodiu: mais de 17 milhões de cliques no Youtube. Caiu na boca dos famosos – Anitta, Nego do Borel, Giovanna Ewbank, filhos do Lucinao Hulk e outros já decoraram e cantaram a faixa por aí.

Virou meme – famosos e anônimos compartilham vídeos em que se jogam no chão após a frase-título da música. Neymar colocou como frase de um post, e todos só esperam o momento em que ele comemore um gol com a dita coreografia – a exemplo do ‘Ai se eu te pego” que ganhou mundo. E o principal: falaram mal. Criou polêmica.

Eu levo como brincadeira divertida, como uma gíria que manifesta surpresa positiva sobre algo que viu. A foto nova do crush? Que tiro! A roupa escolhida para a festa? Que tiro!

Diferente do funk “Só surubinha de leve”, do MC Diguinho, que faz uma apologia ao estupro e que dispensa comentários – banido dos canais da internet. “Que tiro foi esse?”, a exemplo do hit Metralhadora, da Banda Vingadora – alguém lembra ainda? – que balançou o carnaval de 2016, também vai se esvair com as cinzas do carnaval, é descartável.

Resta Jojo Todynho aproveitar o lacre de  passar em poucas horas de mil seguidores, para 1,400 mil seguidores. Se alguém duvida da força da internet – cega, torta, leiga ou emburrecida – se liga, porque a internet para políticos, pode não dar um voto, mas tira todos! Derruba ditaduras, tem a força de um tribunal relâmpago: condena e absolve em horas. Encontra pessoas desaparecidas, denuncia  maus policiais e ajuda na captura de bandidos e muito mais. É uma força avassaladora, temida por muitos, amada e odiada por quase todos, cultuada por mais da metade do planeta.

E como toda força, tem facetas, uma delas no momento reflete o funk como hit do momento – engole o choro – eu também lamento. Mas dou de ombros  e deixo a onda chegar e ir embora, como um tiro, exercitando meu tirocínio para princípios mais elevados, sem esquecer do bom humor, da leveza de viver com as diferenças de coisas que não concordo, mas que não me impede de ir até a varanda ver a banda passar na rua.

E saber por antecipação que nos trios elétricos desse ano, vai ter um mar de gente caindo coreograficamente no chão ao som do Hit “Que tiro é esse, viado?”, mais da metade de um Brasil no chão, teleguiado pela Jojo Todynho, que tá mandando melhor em seu reinado, que o atual presidente, pretensos candidatos e afins, só curte o momento, não tem culpa se há espaço e novos compositores não alçaram vôo.

E espero que depois dos tiros, surjam nomes legítimos para reinados administrativos que chamamos de República. Triste do povo que precisa de heróis. Quero apenas novos cantores e compositores e um candidato preparado. Aguardo agora a onda pós Carnaval.



SÃO PAULO - O aumento de casos de febre amarela, com pessoas se contaminando nas franjas de matas nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, reacende um velho medo que surge a cada novo ciclo: a febre amarela pode voltar a ser uma doença urbana? A possibilidade existe, mas é muito pequena. É o que defendem especialistas ouvidos pelo Estado com base em pesquisas sobre a evolução da epidemia e a biologia do vírus e dos mosquitos transmissores.

O ressurgimento da transmissão urbana, ou seja, por mosquitos que vivem na cidade, como o Aedes aegypti, depende basicamente de três condições: ter muita gente contaminada em estado de viremia (com a presença do vírus circulando no sangue), vivendo em uma área onde haja uma população muito grande de mosquito e com capacidade de transmitir o vírus da febre amarela.

As longas e demoradas filas em busca da vacina na última semana podem até dar a sensação de que esta é a situação atual, mas os pesquisadores são categóricos: não é.

Para começar, a população de mosquito, por mais que traga uma série de problemas – vide as epidemias de dengue, zika e chikungunya dos últimos dois anos –, é considerada pequena para a febre amarela.

"Na época em que a febre amarela era exclusivamente urbana (até o começo dos anos 1940), a densidade de mosquitos nas cidades era muito maior. O necessário para ter a transmissão urbana seria ter pelo menos o dobro do que temos hoje", explica o virologista e epidemiologista Renato Pereira de Souza, pesquisador científico do Instituto Adolfo Lutz.

Todos os casos registrados nas últimas décadas foram e são exclusivamente do tipo silvestre. A contaminação ocorre quando uma pessoa sem vacina entra em área de floresta, como a região da Cantareira, na zona norte de São Paulo, ou está em um local rural próximo de uma mata e é picada por um mosquito silvestre que só vive ali. Esses insetos podem até voar em áreas urbanas contíguas a parques, mas nunca irão para dentro das cidades (veja página ao lado).

Nas cidades, a transmissão caberia ao Aedes. Mas o mosquito que circula nas cidades brasileiras, apesar de ser capaz de transmitir a febre amarela, não é tão competente assim como vetor do vírus. Então seriam necessários muitos mosquitos para impulsionarem uma epidemia.

Até as décadas de 20 e 30, as variantes de Aedes que existiam no Brasil eram de origem africana, essas sim bem aptas a transmitir o vírus. Mas elas foram erradicadas. A variante atual é asiática, menos capaz.

Isso se soma ao fato de que há um controle do vetor nas cidades, como lembra Pedro Vasconcelos, diretor do Instituto Evandro Chagas. "Embora (com esse controle) não se consiga impedir uma epidemia de dengue, zika ou chikungunya, conseguimos evitar a transmissão humana do vírus da febre amarela. No Aedes aegypti, o vírus não se replica de forma tão eficiente quanto nos outros três. Tanto é que os índices de infestação no Brasil costumam ficar em 5%, chegando no máximo a 10% em alguns locais. Esses números nos dão quase a certeza de que não teremos um surto de febre amarela urbana."

Trabalho divulgado no ano passado por pesquisadores dos Institutos Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e Evandro Chagas, para avaliar o risco de reurbanização da doença, mostrou que, em laboratório, o Aedes aegypti, ao ser alimentado com sangue contaminado, teve o vírus detectado em sua saliva 14 dias depois. Esse é o principal indicador do potencial de transmissão da doença.

Mas na vida urbana, outras coisas estão acontecendo, como a ocorrência de outros vírus, que se saem muito melhor dentro do Aedes. "O vírus da chikungunya é o que tem a maior facilidade. Ele se replica mais rapidamente e, em três dias, já estava na saliva do mosquito. O da dengue leva cerca de uma semana. E o da zika e da febre amarela, em torno de 12 dia", comenta Ricardo Lourenço, chefe do Laboratório de Mosquitos Transmissores de Hematozoários do IOC.

Fator humano. O terceiro item da fórmula é a quantidade de pessoas em viremia. "No ser humano, o vírus da febre amarela só fica circulando no sangue – que é quando ele pode ser transmitido ao mosquito –, por um período de dois a quatro dias. Logo após a pessoa se contaminar ou quando ela já está em um estado mais crítico, isso não ocorre", explica Souza.

"Por isso se diz que a transmissão da doença é um fator popopulacional. Não vai ocorrer tendo uma pessoa infectada ao lado de um mosquito. É preciso ter várias pessoas infectadas, com viremia e expostas a uma quantidade grande de mosquitos que vão transmitir para uma população suscetível. São várias etapas que têm de acontecer simultaneamente", diz.

E com a vacinação em massa, mesmo que fracionada, esse lado da equação tende a diminuir ainda mais. Um exemplo disso ocorreu em Assunção, no Paraguai, em 2008, quando houve um pequeno surto de febre amarela na região metropolitana. "Vacinando a população rapidamente, eliminando criadouros e borrifando mosquitos adultos, o vírus foi debelado e o aumento de casos, detido", conta Vasconcelos.

Duas perguntas para Pedro Vasconcelos, diretor do Instituto Evandro Chagas

1 - Em que esse surto de febre amarela se diferencia das epidemias de dengue, chikungunya e zika dos últimos anos?

Os vírus urbanos competem entre si: os quatro subtipos da dengue, o da zika e o da chikungunya. Com a febre amarela é diferente. Ele é predominantemente silvestre e há mais de 80 anos não temos casos urbanos no Brasil. A alternância dos vírus de maior prevalência a cada temporada é natural - é uma questão evolutiva do vírus. Quando há um surto de determinado vírus, as pessoas são infectadas e ficam imunes, o que vai reduzindo o número de suscetíveis. Um outro vírus então assume a posição, à medida que encontra pessoas suscetíveis. 

Um estudo recente publicado pelo senhor indica que a cepa do vírus da febre amarela que chegou a São Paulo é a mesma da Amazônia. Como se dá esse deslocamento?

Há algumas possibilidades. Pessoas que desenvolvem formas leves ou assintomáticas da febre amarela podem ter se deslocado para áreas onde há vetores e, se tiverem sido picadas por um mosquito durante o período de viremia, teriam todas as condições para iniciar a transmissão local. Outra hipótese é tráfico de primatas não humanos. 

20 de janeiro de 2018




A posse de Cristiane Brasil (PTB-RJ) como ministra do Trabalho ocorre às 9h desta segunda-feira (22/1), no gabinete do presidente da República, Michel Temer, apenas com a presença dos dois e do ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha.

Segundo informações da própria deputada, a solenidade vai ser rápida — especialmente por causa da viagem de Temer, no mesmo dia — e sem festa. "Uma ocasião muito respeitosa, mas discreta e fechada. Quem quiser vê-la, vai até o ministério para dar um abraço. Mas não vai ter convite", confirmou o pai de Cristiane, o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson. A nova ministra, que está de férias no Rio de Janeiro, chega no domingo a Brasília.


Jefferson não vai à posse da filha por causa de um "compromisso importante que não dá para mexer". O deputado cassado, entretanto, declarou-se "imensamente feliz com a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que reverteu uma liminar que impedia a posse. "Vejo (a liberação da posse) com serenidade. O ativismo político foi retirado de cena pela determinação judicial. É sempre confortável assistir às questões que, como essa, cortejam a constitucionalidade e deixam o jogo de lado. Reverencio Deus por ter inspirado o magistrado responsável pela sentença", afirmou ao Correio.


De acordo com o ex-parlamentar, a ministra "está feliz, tem boas ideias e vai trabalhar muito". Ele afirmou que ela "é uma grande gestora, e que já mostrou isso em três gestões enquanto secretária de diferentes governos no Rio de Janeiro. Você vai tomar um susto com ela trabalhando. Ela é workaholic. Para desligar, só tirando a pilha", complementou Jefferson.

Ainda não há informações sobre os primeiros projetos de Cristiane Brasil como chefe do Ministério do Trabalho, mas, segundo assessores da pasta, há uma grande expectativa em torno dos antigos projetos que não podem ser interrompidos.

Vitória do governo no STJ

Na manhã deste sábado, representantes da Advocacia-Geral da União (AGU) comunicaram à cúpula do governo de Michel Temer que sua equipe conseguiu reverter o impasse jurídico que impedia a posse da deputada para ser ministra do Trabalho. Antes disso, a Justiça Federal do Rio de Janeiro, colégio eleitoral da parlamentar, havia negado três recursos apresentados pelo governo.


Temer estava em uma reunião no Palácio da Alvorada com a ministra Grace Mendonça, da Advocacia-Geral da União (AGU); o ministro da Justiça, Torquato Jardim; e o líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

Segundo o Palácio do Planalto, a reunião também tratou de outros assuntos de natureza jurídica. A AGU comunicou que foram discutidas estratégias para enfrentar os próximos desafios que o governo terá pela frente, principalmente concessões. O encontro terminou por volta de 14h30. Também estavam o subsecretário de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Gustavo Rocha; e o desembargador Hercules Fajoses, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).

 Reforma ministerial 

Na saída da reunião, Ribeiro comentou a provável saída do Ministro da Saúde, Ricardo Barros, do cargo. O chefe da pasta, que também é do PP, já deu declarações que vai se candidatar. "Teremos uma reforma ministerial que será tratada com toda a base. Será tratado no momento oportuno", afirmou o líder. "Não só ele (Ricardo Barros), mas vários ministros se afastarão, todos sabem. E este é o momento de aperfeiçoamento dessa boa relação que o ministro tem com sua base", completou.





20 de Janeiro de 2018

Os Policiais Militares do 5° BPM/COARI, SGT PM RIGSON, SD PM J. SILVA, CB  PM C. FREITAS e SD PM BRUNO LIRA, por volta das 01h30 de hoje, 20/01, recapturaram o foragido da Unidade Prisional de Coari/AM - UPC, o nacional GRACIONE DA SILVA CAVALCANTE, 21 vulgo "BAIXINHO".

Segundo a Polícia Militar, o infrator estava sendo procurado desde o dia 31/12/2017, quando fugiu da Unidade Prisional no momento em que se comemorava a virada do Ano, com mais 09 (nove) detentos.

A recaptura se deu graças ao apoio da população que denunciou o infrator à Polícia Militar através do telefone da Linha Direta (97) 99182-4473.

Para o Comandante do 5° Batalhão de Polícia Militar, a participação da comunidade é imprescindível para resolução de muitos problemas que aflige a população, são eles que mais sofrem com as ações desses marginais e que sabem onde estes moram, atuam e convivem. E muito embora temam represálias por parte desses indivíduos, os populares podem colaborar de maneira anônima informando a Polícia. É necessário tirar esses infratores do seio da sociedade, e o cidadão de bem não pode ser omisso. Muitas vezes o cidadão de bem não denuncia achando que não é problema dele, até que um dia o bandido destroi, rouba ou mata um amigo, um parente ou um filho deste. A população de bem representa mais de 99% dos moradores e não podemos deixar que uma minoria transforme a cidade em um caos onde imperam a violência, o tráfico e outras mazelas, disse o Oficial.

O infrator foi apresentado na 10a DR-PC, para as providências cabíveis e posterior recolhimento a Unidade Prisional de Coari/AM.

Continuam foragidos da Unidade Prisional de Coari os detentos:
1. MAX WILLIAN CARVALHO;
2. FERNANDO RAMOS DOS SANTOS;
3. ALBINO NETO TEIXEIRA DOS SANTOS "PIMPÃO";
4. DARLISSON DA SILVA ARAÚJO "POMPO;
5. RAILAN GAMA DA SILVA "CHINHO"

Qualquer informação ligar para os telefones do Comandante do 5o BPM ou da Viatura de Serviço, abaixo:


VIATURA DO 5° BPM: (97) 99182-4473

COMANDANTE DO 5°BPM/COARI: (97) 99176-0597



O Grupo Band, com Band e BandNews, vai com força total, na cobertura do julgamento do ex-presidente Lula, dia 24, em Porto Alegre.

Serão enviadas equipes extras para a capital gaúcha, além de reportagens espalhadas pelas capitais por conta de eventuais manifestações. Em São Paulo, na avenida Paulista, por exemplo.

No dia do julgamento, a Band entrará com flashes desde cedo e durante toda a sua programação.

Já a BandNews fará  cobertura intensiva, inclusive com a transmissão do julgamento liberada na noite de quinta-feira.

Globo e SBT darão um enfoque mais comedido ao assunto,  enquanto a Record, até o fechamento desta coluna, ainda não tinha definido o seu esquema de trabalho.

A pré-candidatura de Lula à Presidência este ano vai depender de uma decisão judicial a ser tomada na próxima quarta-feira, quando os desembargadores do TRF (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região, em Porto Alegre, votarão os recursos que a defesa do petista apresentou, recorrendo da condenação a nove anos e meio de prisão na Lava Jato.

O juiz Sergio Moro entendeu que Lula obteve vantagens indevidas da OAS na reserva e reforma de um tríplex no Guarujá (SP).

*Colaborou José Carlos Nery