20 de julho de 2017

Mulher é condenada a 23 anos de prisão por matar a própria mãe em Caçador, SC

Julgamento durou cerca de 11 horas (Foto: Reprodução/RBS TV)

Após 11 horas de julgamento, Valéria Ribeiro da Silva foi condenada a 23 anos e 4 meses de prisão em regime inicialmente fechado por matar a mãe, Elenir Ribeiro, de 45 anos. O ex-namorado de Valéria, Leandro Negretti, foi condenado a 24 anos de prisão em regime inicialmente fechado por participar do crime. A prima da ré, Priscila Fátima Ribeiro, teve o crime desclassificado e foi solta. O júri popular ocorreu nesta quinta-feira (20) em Caçador, Oeste catarinense.

O G1 não conseguiu contato com os advogados dos acusados até a atualização mais recente desta notícia.

Elenir foi morta em 3 de março de 2016 com remédios. No celular da filha, a polícia encontrou o áudio de uma conversa entre ela e o ex-namorado, em que os dois comentam sobre o crime. Segundo o delegado Fabiano Locatelli, a mãe sofria de esquizofrenia e usava diversos medicamentos regularmente. Segundo a polícia, a prima da jovem presenciou a conversa e acompanhou o momento em que foi dado o medicamento à vítima.

Os três acusados estavam presos desde junho de 2016.

Condenações

Valéria foi condenada por homicídio duplamente qualificado por motivo torpe e por fornecer os remédios de forma traiçoeira à vítima. Leandro foi condenado pelos mesmo crimes e teve a pena maior por ter mentido, de acordo com a sentença. Valéria confessou o crime. Ambos não poderão recorrer em liberdade.

Inicialmente, a Priscila era acusada de homicídio duplamente qualificado, assim como Valéria e Leandro. Porém, ela teve o crime desclassificado e será julgada por outro, o de omissão de socorro. Ela também teve o benefício da suspensão condicional do processo e foi solta.

Motivação

No celular da filha, a polícia encontrou o áudio de uma conversa entre ela e o ex-namorado, em que os dois comentam sobre o crime. A perícia encontrou uma gravação já apagada pela jovem.

"Era uma conversa dela com o ex-namorado a respeito do crime, usada para chantagear o rapaz e obrigá-lo a reatar o romance", informou o delegado responsável pelo inquérito, Fabiano Locatelli.

"Se a gente não a matasse, não ficaria junto. Você acha que você ficaria comigo, com ela gritando? Fazendo você passar vergonha... Você não ficaria comigo", indagou a jovem na gravação. "Não", respondeu o ex (confira outros trechos no fim da matéria).

Crime

Segundo Locatelli, a mãe sofria de esquizofrenia e usava diversos medicamentos regularmente.

"Desde janeiro, quando a mulher saiu de uma clínica, teve os cuidados transferidos para a filha que passou a se dizer sobrecarregada", contou Locatelli na época.

Leandro indicou um emagrecedor vendido sem retenção de receita médica, que não seria identificado em uma perícia. Conforme a investigação, foram dados mais de dez comprimidos à vítima.

Valéria teria dado os medicamentos para a mãe. Ela e a prima assistiram à agonia da mulher por três horas, conforme o delegado. "Só depois de uma hora, quando tiveram certeza da morte dela, simularam um pedido de socorro aos bombeiros", disse Locatelli.

Na época, um atestado classificou a morte como natural.

Caso de serial killer levantou suspeita

A polícia só levantou a suspeita sobre a morte de Elenir após o desaparecimento de um irmão da vítima, na época da prisão um suposto serial killer na cidade - preso suspeito de matar e esquartejar ao menos três pessoas.

Em depoimento sobre o desaparecimento do homem, um dos parentes da mulher de 45 anos declarou à polícia suspeitar que ela não tivesse morrido por causas naturais, mas que tivesse sido assassinada pela própria filha. Até então, familiares e conhecidos não desconfiavam do ocorrido.

Trechos da conversa entre Valéria e Leandro

- Se a gente não a matasse, não ficaria junto. Você acha que você ficaria comigo, com ela gritando? Fazendo você passar vergonha... Você não ficaria comigo, indagou a garota. "Não", respondeu o ex.

- Outra, você me cedeu os remédios. Quando deixei ela aqui morrendo e levei lá na academia os remédios e disse a uma guria que esses remédios eram teus [..] Depois de quantos minutos cheguei lá falando da morte da minha mãe? questionou a garota.

- Qualquer morte que der infarto não tem como comprovar a causa [..] Se tivessem feito perícia no dia da morte, os remédios não teriam aparecido", disse o rapaz.

- Eu tirei uma vida e me ferrei. Tirei a vida dela para ficar com você, disse a garota. "Nós vamos ficar juntos, até você tirar a minha", respondeu o ex.

- Não tem como comprovar o que causou a parada cardíaca [..] Um exemplo: vamos pegar um filme que assistimos, o do Chuck, lembra quando ele deu um veneno de rato para o padre morrer, e deu um infarto fulminante? Infarto quer dizer morrer célula cardíaca, é diferente se tu der para ingerir um veneno líquido que fica no organismo", disse o ex-namorado.


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