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"A França está em guerra", diz presidente Hollande


O presidente francês, François Hollande, apresentou nesta segunda-feira um pacote de medidas antiterror em pronunciamento ao Parlamento, realizado no Palácio de Versalhes. "A França está em guerra", declarou, ao pedir que os parlamentares e a população reajam com "sangue-frio" ao terrorismo. Hollande afirmou que o estado de emergência, decretado após os atentados da última sexta-feira que deixaram 129 mortos em Paris, deve se estender por três meses. O documento, que deverá ser apresentado pelo primeiro-ministro Manuel Valls e avaliado pelos parlamentares até o fim da semana, também deverá incluir o aumento de milhares de postos nos Ministérios da Justiça e da Defesa para aumentar os esforços de combate ao terror.

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No pronunciamento, Hollande defendeu que as penas aplicadas aos terroristas sejam mais longas. Ele sugeriu a revisão da Lei Antiterrorismo de 2012 e da própria Constituição francesa. Ele ressaltou também a necessidade de que a proposta de alterações na Constituição permita que eles possam "expulsar mais rapidamente estrangeiros que representem uma ameaça" e disse que cidadãos com dupla cidadania devem perder a cidadania franceses se representarem risco de terrorismo ao país. "A república que queremos deverá nos investir de todos os meios necessários para erradicar os terroristas e, assim poder viver em estado de direito", disse o presidente. "Não estamos em uma guerra de civilizações, porque esses assassinos não representam uma civilização. Estamos em guerra contra o terrorismo jihadista".

Hollande ainda parabenizou os pilotos franceses que participaram do ataque massivo a alvos do Estado Islâmico no domingo e agradeceu os Estados Unidos por sua participação na operação. "A Síria se transformou na maior fábrica de terroristas que o mundo já conheceu", ao lembrar que a questão dos refugiados está diretamente ligada às guerras da Síria e do Iraque. "Nosso inimigo é o Estado Islâmico. Temos que destruí-lo".

Em seu discurso, Hollande reforçou diversas vezes a ideia de que o estado de exceção é uma prerrogativa do estado de direito em momento de guerra, e que, após os atentados de 13 de novembro, é a única garantia de mantê-lo. A declaração é feita após um comunicado em que o Sindicato dos Magistrados da França condena a manutenção do estado de exceção e afirma que a França "tem tudo a perder" com a suspensão de direitos civis.


O presidente francês defende, no entanto, que ele será necessário para restabelecer a ordem. "Após tudo isso, espero que a França possa permanecer ela mesma. Jamais eles poderão nos impedir de vivermos como decidimos viver. Sobretudo a juventude. Devemos continuar a trabalhar, a sair, a viver. O que foi visado pelos terroristas foi a França aberta ao mundo. A França representa uma luz para a humanidade, e quando ela é apagada, sua sombra é sentida pelo mundo", disse. Ao concluir seu discurso, o presidente repetiu a fala que o ministro de Interior francês Bernard Cazeneuve disse em declaração mais cedo: "O terrorismo não destruirá a República, pois será a República que o destruirá".

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