9 de outubro de 2015

Justiça suíça bloqueia U$ 2,4 milhões das contas de Cunha

Os extratos, entregues ao MP pelo banco Julius Baer, chegaram ontem na Procuradoria-Geral da República
REDAÇÃO ÉPOCA
08/10/2015 - 12h01 - Atualizado 08/10/2015 12h01

Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara dos Deputados (Foto: Maryanna Oliveira / Câmara dos Deputados)

O banco Julius Baer entregou ao Ministério Público da Suíça extratos com o saldo do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). De acordo com a Folha, os familiares constam como beneficiários finais de contas secretas no valor de US$ 2,4 milhões – o que equivale a R$ 9,3 milhões. As autoridades bloquearam o dinheiro.

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Os documentos, que foram entregues ao MP, chegaram nesta quarta-feira (7) na Procuradoria-Geral da República. Segundo O Globo, O procurador-geralRodrigo Janot decide entre pedir a abertura de um novo inquérito ou apresentar uma nova denúncia contra o peemedebista, que nega veemente as contas secretas no país europeu. “Não há hipótese de renunciar à presidência da Casa”,declarou. O dinheiro depositado no banco suíço não consta no imposto de renda de Cunha.

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Não foi esclarecido se o deputado era quem movimentava as contas ou se a ação era realizada por meio de procuradores. O dinheiro, em dólares e francos suíços, estão aplicados em fundos de investimento em quatro contas abertas com o nome de empresas de fachada, baseadas em paraísos fiscais, relatou a Folha.

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Acusado de receber US$ 5 milhões para facilitar a compra de dois navios-sondas da Petrobras, o negócio teria resultado em propina o valor total de U$ 40 milhões. Cunha é suspeito também de ter um campo de petróleo no Benin e foi denunciado em agosto por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. As contas secretas foram descobertas em abril de 2015, que desde então seguem em investigação pelas autoridades suíças.

GV

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