Segundo familiares, a criança não foi diagnosticada corretamente no primeiro atendimento, no hospital em Coari e não teve o auxílio necessário para transferi-lo e receber o tratamento adequado em Manaus
Manaus, 03 de Junho de 2011Juliana Teles
Marcos Ruan Araújo da Silva, 5, morreu na tarde desta sexta-feira (03) com miningoencefalite. A família reclama de descaso e falta de assistência do município de Coari desde o último domingo (01), quando a mãe levou o filho ao hospital e não recebeu o tratamento adequado. "A criança estava com febre. Quando chegou no hospital, o médico deu uma dipirona e disse que ele deveria voltar para casa, por que senão ele ia ficar ocupando leito", conta Leidiane Araújo da Silva, tia de Marcos.
"Depois de domingo, minha irmã o levou em outro hospital. Foi feito um teste, mas não deu em nada. O médico apenas suspeitava de meningite", explica Leidiane. Segundo a tia, de domingo até esta quinta-feira (02), a família não recebeu a devida atenção. "Ninguém encaminhou a criança. Eu moro aqui em Manaus e eu que fui atrás dos hospitais. Foi a maior luta para conseguir uma UTI. Quando meu sobrinho tava morrendo, que conseguiram o transporte de lá para Manaus. A criança veio em uma maca. Nem oxigênio tinha. Foi um senhor de idade que estava dando o oxigênio 'manualmente'. Quando eles chegaram aqui, ainda tiveram que esperar quase duas horas uma ambulância, sendo que o pessoal de Coari sabia que o caso era grave", conta Leidiane.
"Depois de domingo, minha irmã o levou em outro hospital. Foi feito um teste, mas não deu em nada. O médico apenas suspeitava de meningite", explica Leidiane. Segundo a tia, de domingo até esta quinta-feira (02), a família não recebeu a devida atenção. "Ninguém encaminhou a criança. Eu moro aqui em Manaus e eu que fui atrás dos hospitais. Foi a maior luta para conseguir uma UTI. Quando meu sobrinho tava morrendo, que conseguiram o transporte de lá para Manaus. A criança veio em uma maca. Nem oxigênio tinha. Foi um senhor de idade que estava dando o oxigênio 'manualmente'. Quando eles chegaram aqui, ainda tiveram que esperar quase duas horas uma ambulância, sendo que o pessoal de Coari sabia que o caso era grave", conta Leidiane.
Segundo a tia de Marcos, houve tentativa de contato com o prefeito da cidade. "Depois que a situação tava grave e ninguém fazia nada, entramos em contato com o prefeito. Ele disse que o que cabia a ele fazer já estava sendo feito pelo hospital", conta.
Marcos foi internado no Pronto Socorro da Criança da Zona Sul. De acordo com informações da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam), o menino foi internado às 20h de ontem e já veio com diagnóstico de meningite viral. "Assim que chegou, foi constatado morte cerebral. Hoje de manhã foi confirmado. Pela parte da tarde, a criança foi a óbito. Segundo o laudo médico do pronto socorro, a doença não era transmissível, portanto, o corpo estaria liberado para voltar para Coari", explica o órgão.O corpo da criança foi liberado por volta das 14h. Entretanto, segundo Paulo Araújo, tio da criança, o serviço de embalsamento só chegou às 20h. "O corpo dele ficou na pedra até agora. O pessoal da funerária disse que não podia pegar o corpo por causa da suspeita de meningite e o pessoal da assistência social não está dando suporte", declara.
"Eu quero deixar claro o descaso do município. Houve uma negligência. Foi uma briga para trazer a criança e está sendo uma briga para levar a criança de volta", completa o tio.
Antônio Coutinho, dono da Funerária Canaã, que possui convênio com Coari, justifica a demora por dois motivos. "Primeiro, a família estava tentando conseguir o atestado de óbito. Segundo, havia um empasse: achávamos que era meningite e, por causa disso, tivemos que buscar uma urna zincada e conseguimos somente às 19h. Quando conseguimos, mandamos pegar o corpo".
De acordo com o dono da funerária, o corpo da criança encontra-se no laborátorio para ser embalsamado. Depois de todo procedimento feito, o corpo segue para Coari às 11h deste sábado (04).
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