Os garis que trabalham no departamento de limpeza pública de Coari chegaram a casa no último dia de 2009 com a informação de que os contratos terminaram e que aguardassem em casa, sem trabalhar e conseqüentemente sem receber, a data em que serão chamados para trabalhar, com uma ressalva: “Se necessário”. Com isto, a prefeitura de Coari abre precedente para não recontratar mais o número de garis que trabalhavam e conseqüentemente serão centenas de pais de famílias que irão entrar o ano sem perspectiva de emprego.


Não há previsão de como será efetuado o contrato dos novos garis e nem quando. A perspectiva que há é de o departamento trabalhar com um número reduzido de homens e mulheres na limpeza pública. A medida frustrou a esperança de muitos que pensavam que estavam com o trabalho garantido para o mês de janeiro. Além da demissão, a medida abre outro precedente: o apadrinhamento político que será utilizado na contratação de novos garis deixando de lado os antigos ou aqueles que não votaram no atual prefeito.

É claro que as pessoas responsáveis pela contratação nunca vão admitir a prática, mas é importante que a Câmara Municipal e o Ministério Público fiscalizem, e as pessoas denunciem os abusos quando o assunto é demissão e contratação por apadrinhamento político. Mesmo assim, o ano que era de expectativa de melhoras para alguns pais de família, finda começando com ar de decepção. Um gari que conversou comigo disse: “Eu votei no atual prefeito com expectativa de melhorar meu trabalho, mas estou ganhando é a demissão”. Como este, muitos.