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Fuga de civis e embargo dos EUA: entenda o 13º dia da guerra na Ucrânia

Dusia Kostiuk, 91, passou 27 horas em um trem para ir de Kharkiv para Lviv e depois para a Polônia
No 13º dia da invasão da Ucrânia pela Rússia (8/3), alguns civis finalmente conseguiram deixar as áreas sob bombardeio, após vários dias de negociações de cessar-fogo e de tentativas de resgatar civis fracassados.

Um comboio de ônibus transportando principalmente estudantes estrangeiros deixou a cidade de Sumy, no norte, e dezenas deixaram Irpin, perto da capital Kiev. Mas ativistas de direitos humanos em Sumy disseram que poucos moradores locais estão dispostos a ir, temendo que a Rússia bombardeie o corredor humanitário que foi criado.

Anastasia, uma estudante de medicina de 22 anos, enfrentou um dilema. "Agora estou decidindo se devo ou não deixar minha família, porque [meus] avós decidiram não ir e minha mãe não pode deixá-los", disse ela.

Uma rota de evacuação foi aberta em Mariupol mais uma vez na terça-feira, apenas para falhar novamente, com autoridades ucranianas acusando a Rússia de bombardear o caminho.

A maioria dos civis que conseguiram escapar de Sumy são estudantes estrangeiros

A terça-feira também viu esforços coordenados do Reino Unido, EUA e UE para - nas palavras do presidente Joe Biden - atingir "a principal artéria da economia da Rússia": seu setor de energia.

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Os EUA anunciaram uma proibição total das importações russas de petróleo, gás e carvão. O Reino Unido está eliminando gradualmente o petróleo russo até o final do ano e a UE está reduzindo sua demanda por gás russo em dois terços.

A economia da Rússia é fortemente dependente da energia. É o terceiro maior produtor de petróleo do mundo, atrás da Arábia Saudita e dos EUA.

Em aparente retaliação, a Rússia proibirá a exportação de certas commodities e matérias-primas, mas os detalhes sobre os produtos e países atingidos ainda não foram divulgados.

Mais empresas anunciaram nesta terça que vão encerrar temporariamente ou limitar suas operações na Rússia. Entre elas estão o McDonald's, a Starbucks, a Coca-Cola, a Pepsi e Unilever.

Algumas marcas de luxo, como Ferrari e Lamborghini, também disseram que vão parar de produzir para o mercado russo.

A Polônia diz que está pronta para enviar todos os seus caças MiG-29 para a Alemanha e colocá-los "à disposição" do governo dos EUA.

Uma alta autoridade do Departamento de Estado dos EUA, Victoria Nuland, disse que a decisão da Polônia de colocar seus caças de fabricação russa à disposição dos EUA, em vez de entregá-los diretamente à Ucrânia, foi uma surpresa.

O governo polonês tem receio da resposta da Rússia caso forneça a aeronave diretamente à Ucrânia, o que seria visto como uma provocação direta por Moscou.

Autoridades americanas e britânicas já haviam dito que apoiariam uma decisão da Polônia de enviar os caças para Kiev. Mas autoridades polonesas disseram que qualquer decisão militar deveria ser tomada pela Otan, não apenas pela Polônia.

Ao oferecer os caças aos EUA, o país deixa a decisão na mão da potência e dos outros aliados do bloco.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky repetiu seus apelos por uma zona de exclusão aérea sobre seu país e pressionou grandes potências por mais sanções à Rússia durante um histórico discurso virtual na Câmara dos Comuns do Reino Unido.

Volodymyr Zelensky falou ao parlamento britânico

Zelensky invocou as palavras do ex-primeiro-ministro britânico Winston Churchill, dizendo aos parlamentares reunidos:

"Não vamos nos render, não vamos perder, vamos até o fim. Lutaremos no mar, lutaremos no ar, protegeremos nossa terra. Vamos lutar em todos os lugares... e não vamos nos render."

De acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas), dois milhões de pessoas já deixaram a Ucrânia desde o início do conflito.

Mas entre tantas histórias de coragem diante de um enorme sofrimento, uma se destacou nesta terça.

Dias atrás, Hassan, 11, deixou sua casa em Zaporizhzhia, despedindo-se de sua mãe e de sua avó idosa, para viajar cerca de 1.200 km até a fronteira com a Eslováquia.

Hassan recebeu água e comida de voluntários, que contataram familiares do garoto em Bratislava

Carregando duas malas pequenas, um passaporte e o número de telefone de familiares, ele finalmente foi ajudado a atravessar a fronteira por funcionários da alfândega.

Disseram que ele era um verdadeiro herói e havia conquistado a todos com seu sorriso, seu destemor e sua determinação.

Enquanto muitos ucranianos estão tentando sair, o correspondente de BBC Clive Myrie dá notícias também sobre os que ficam para defender seu país.

O repórter, que agora está na Romênia, menciona uma mulher que viu em Kiev se arriscando para alimentar os pombos apesar da cidade estar sob ataque.

"Para mim, ela representa força e coragem de um estado independente e indomável", comentou o repórter.

Fontes militares ucranianas afirmam que um alto comandante russo foi morto em combate perto de Kharkiv.

O general Vitaly Gerasimov, chefe do Estado Maior do 41º Exército, seria o segundo oficial desta patente a ser morto durante a invasão - se o fato foi confirmado pela Rússia.

Ucrânia diz que o general Gerasimov foi morto

A notícia veio à tona, aparentemente, através da interceptação de alguns telefonemas entre oficiais de inteligência russos.

Um analista sugere que é incomum que altos oficiais russos estejam tão perto da linha de frente, e que isso pode ter sido necessário devido à intensidade da guerra.

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