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EM COARI UMA CPI DO WHATSAPP E MUITAS PERGUNTAS

Ao centro o empresário Thiago Caliri ouvido pela CPI. Depoimento deixou mais dúvidas do que esclareceu. No alto, os vereadores Passarão, Natinho e Márcio Almeida. Ao centro na esquerda o vereador Robério Queiróz e à direita o vereador Deca que fez as perguntas mais pertinentes da sessão. Em baixo da esquerda para a direita os vereadores Keiton Pinheiro, Gerbesson Alves e a imagem da oitiva. Fotos: Anandra Sevalho.



No final da tarde desta quarta-feira (12), os trabalhos da "CPI do WhatsApp" começaram a ser realizados em Coari. Os vereadores da CPI fizeram uma série de perguntas ao pivô de uma suposta troca de mensagens pelo aplicativo que acusa o prefeito de Coari de tentar negociar uma secretaria municipal por dinheiro: o empresário de 26 anos Thiago Caliri Queiroz. Mais que esclarece, o depoimento do empresário deixou muitas perguntas, muito mais perguntas do que respostas no ar.

Segundo o empresário, ele não pôde apresentar o celular onde as conversas foram trocadas, porque teve o aparelho roubado. Mas pediu que a CPI pedisse a quebra do sigilo telefônico. A dúvida é que se a suposta conversa foi feita via o aplicativo a quebra do sigilo telefônico não serviria para muita coisa, a não ser para provar se houve ou não troca de SMS entre o empresário e o celular do prefeito.

Por outro lado, mesmo afirmando que não foi ele que fez a denúncia ao Portal do Zacarias, o empresário não deixou claro porque foi e depois deixou à redação do site na companhia de um secretário da gestão de Adail Pinheiro, entrando no mesmo carro que ele. Razão porque a CPI vai convocar o responsável pelo site para prestar esclarecimentos. O vereador Antônio Bonfim (Deca) mostrou fotos onde o empresário se reconheceu saindo do site na companhia do ex-secretário.

Outra questão que não ficou bem clara foram os valores que o empresário diz ter oferecido a Magalhães antes de assumir a prefeitura. Thiago Caliri disse ter oferecido meio milhão de reais para Magalhães em troca de influência na prefeitura de Coari, mas que teria sido pressionado para entregar 150 mil em troca de uma secretaria. Se isso tiver de fato ocorrido Caliri não fez questão de esconder que estava agindo como um verdadeiro corruptor, oferecendo dinheiro por tráfico de influência.

Por fim o que ficou definido na reunião da CPI foi a entrega de um pendrive por Caliri que segundo ele conteria as mensagens de aplicativo do celular roubado e outros documentos para apreciação da comissão. A iniciativa de pedir a quebra do sigilo telefônico do empresário e do prefeito e a convocação do proprietário do Site Portal do Zacarias. Colocando suspeição sobre a investigação do Secretário de Segurança Pública Sérgio Pontes, o vereador Keiton Pinheiro, solicitou que a CPI convocasse um técnico da área de segurança que demonstrasse a CPI o procedimento de perícia para casos de desvendar conversas via aplicativo.

O prefeito Magalhães não compareceu à reunião da CPI por considerar não ter sido convocado legalmente, como preconiza a Lei Orgânica e o Regimento Interno da Câmara para esses casos. Além disso, antecipando-se a investigação Magalhães já colocou à investigação da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas o aparelho celular do número em que a suposta conversa de WhatsApp havia acontecido. Mesmo assim a CPI pretende convocar novamente o prefeito de Coari.

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