Esta semana ao assistir nos meios de comunicação que um grupo de 20 pessoas esteve em frente ao TRE-AM para protestar com o propósito de influenciar o julgamento dos desembargadores sobre a diplomação do prefeito de Coari, cheguei à conclusão de que aquelas pessoas não representam os coarienses. O comportamento desse pessoal é o mesmo daquele que quer ganhar jogo de futebol no grito, que não respeita a decisão dos outros e que não entende as regras da democracia, principalmente do sistema representativo brasileiro. Vinte pessoas não representam o pensamento coletivo dos coarienses, são uma minoria que não entendem que a voz silenciosa da maioria é mais importante que gritos que só defendem seus próprios interesses.
O mandato do prefeito Adail Pinheiro foi outorgado nas urnas por 15.271 pessoas que votaram nele quando ele se encontrava fora do poder, na oposição ao governo que havia se estabelecido em Coari e ainda, sem poder influenciar de qualquer forma o processo eleitoral. Foi a luta da vontade popular contra a máquina administrativa da Prefeitura. Foi uma disputa plural contra quatro candidatos. Foi um exercício de democracia digno do Estado Democrático de Direito que é o Brasil, e o resultado de tudo isso foi a mais pura expressão da vontade popular manifesta nas urnas. Da maneira que a eleição foi disputa em Coari, o resultado da eleição foi um exemplo do debate no campo das ideias, dos discursos e da mobilização popular.
Querer mudar tudo isso no grito, não dá. Não é democracia e nunca será. Um número ínfimo de 20 pessoas nunca poderá representar o pensamento de toda uma coletividade que escolheu um nome para administrar a cidade após um pleito decentemente organizado pela justiça eleitoral. Uma disputa jurídica até que vale, como expressão dos vários entendimentos em torno do mundo legal e seus vários desdobramentos, mas tentar pressionar o judiciário com uma manifestação formada por 20 pessoas, como se estas representassem o que pensam os coarienses... Não dá. Já pensou se 15.271 pessoas fossem para a porta do TRE? Diferença gritante.
A grande realidade é que isso precisa mudar em Coari. Um comportamento que busca desfazer a decisão democrática da maioria na base do grito ou na criação de fatos injustos e mais do que requentados, é um comportamento antidemocrático. Só atrasa o município e atrapalha o seu desenvolvimento. A realidade é que há uma grande necessidade de trabalhar para que haja progresso, geração de emprego e renda e aquisição de novos investimentos para a nossa terra e seu povo. Mas a briga pelo poder, faz com que as pessoas pensem mais em si do que na coletividade, expondo as mais terríveis manobras para tentar se dá bem. Esse povo, não representa os coarienses.
