Pouco mais de 500 pessoas, entre simpatizantes e
curiosos, compareceram à Praça de Sant'Ana e São Sebastião para participar do
movimento organizado por ex-secretários do prefeito Arnaldo Mitouso e por
simpatizantes do ex-candidato Raimundo Magalhães. No centro das atenções o
Deputado Federal Praciano (PT) que veio instalar em Coari o inédito Conselho de
Cidadãos de Coari que já nasceu corrompido por abrigar em sua diretoria pessoas
que pertenceram ao primeiro escalão da administração anterior que como um
símbolo maior da corrupção não pagava décimo terceiro salários de funcionários,
deixando salários atrasados e a cidade abandonada, sem contar inúmeras
denúncias no TCE da União de desvio de recursos públicos.
DIA DA HIPOCRISIA
Durante o movimento, como muitos rostos da
administração anterior vieram à tona o movimento ficou a conhecido como o Dia
da Hipocrisia.
A frente da organização do evento muitas pessoas
que são acusados de desvio de recursos públicos e com condenação recente no TCE,
além de parentes de ex-secretários municipais que eram fornecedores da
prefeitura de Coari e que fizeram fortuna no mandato passado à custo de
recursos públicos. Durante o planejamento do evento, em áudio que o blog teve
acesso com exclusividade, um dos assessores que ganhava super-salário na gestão
anterior para ficar à disposição do seu próprio tempo se referiu a organização
do evento como algo "maquiavélico" para tomar o poder de volta. Para
poder voltar à usufruir dos benefícios do poder.
Enquanto isto, o discurso nada ético de Praciano
ficou atrelado a recursos que foram administrados em um mandato que tanto ele
quanto o Deputado Estadual Luiz Castro apoiaram publicamente e que estão sob
investigação do Tribunal de Contas do Estado. Fora isto, Praciano fez o que
sabe fazer muito bem: falou mal das instituições como Ministério Público, Assembleia
Legislativa do Estado, Governador Omar Aziz e Senador Eduardo Braga além de
outros colegas seus do parlamento como é o caso de Sabino Castelo Branco e Átila
Lins por apoiarem o governo do atual prefeito de Coari. Falou o que quis, mas
na hora de ouvir o que não quis desconversou: fez-se de surdo diante da
pergunta de um jornalista sobre o seu apoio ao mandato do ex-prefeito que
administrou 80% da verba que o próprio Praciano denunciou como desviada por
corrupção.
CAMPANHA POLÍTICA
Sem dúvida, a vinda de Praciano e de outros
políticos da esfera estadual à Coari já demostra que a movimentação política
para as eleições de 2014 já começou. O evento serviu de palanque para manter
vivo e dar publicidade ao seu nome em Coari no seleto grupo que perdeu as
eleições municipais e que tenta a qualquer custo manter à disputa acirrada na
Terra do Petróleo e do gás para garantir capital político. Praciano que
certamente vai disputar mais uma vez um cargo eletivo não poderia perder esta
oportunidade. O evento serviu de vitrine.
VITRINE FRÁGIL
Uma vitrine frágil com certeza... Pois a
esmagadora maioria dos cidadãos de Coari conhece muito bem a realidade em que
foi deixado o município no final de 2012 e com certeza não é aquela situação
que querem que permaneçam. Em menos de 30 dias Adail Pinheiro, alvo das
críticas de Praciano, iluminou à cidade, iniciou a operação tapa-buracos
recuperando mais de 23 km de ruas, retirou toneladas de lixo das ruas e dos
bairros de Coari, recuperou prédios públicos que estavam abandonados e estado
precário e colocou em dias o calendário de pagamento da prefeitura que estava
há 3 anos em atraso. Fica difícil falar mal quando há trabalho em andamento, a
não ser que a motivação seja meramente política e eleitoral como foi o caso do
movimento que aconteceu este final de semana em Coari.
