Por conta do aniversário da cidade de Coari, quando nossa querida terra completa 80 anos de emacipação política, pensei escrever um texto sobre a Coari ideal. Thomas More, ao escrever o livro Utopia em 1516 produziu uma obra onde descreveu uma sociedade que entendia ser a melhor do que aquela onde vivia. O nome Utopia (vem do grego, ou-topos: lugar nenhum) é considerada como o local onde se encontraria a sociedade ideal, e sendo ideal, inalcançável. De qualquer forma, todos queremos uma Coari que seja ideal e não perfeita.
A Coari que queremos não é uma uma cidade utópica, mas deve ser ideal. Um lugar onde a riqueza que flui de nosso subsolo chegue a população promovendo uma verdade redistribuição de renda que alcance principalmente as famílias de menor poder aquisitivo no município. Uma cidade inclusiva, onde houvesse mais acesso à educação, à creches, ao emprego e a renda. Uma cidade onde os jovens tivesse expectativa de um futuro promissor, com um mercado de trabalho que absorvesse a demanda de profissionais que tanto necessitam de trabalho para promover o sustento de suas famílias.
Uma cidade onde não houvesse favelas, onde não houvessem ruas sem asfaltamento, onde houvesse água encada para as residências, assim como esgotamento sanitário adequado. Um lugar onde as riquezas do petróleo e gás realmente fossem utilizados para o desenvolvimento do município, o bem comum promovendo a justiça social. Um município onde as drogas não destruíssem nossa juventude e a violência não destruísse tantos sonhos.
A Coari que queremos não cabe em um simples texto como este. Ela seria o resultado da esperança mais pura e verdadeira oriunda do coração dos coarienses mais sinceros e que querem o melhor para nossa terra. Quem sabe um dia pelo menos cheguemos próximos de uma cidade assim. Por enquanto, a realidade é oposta a estas esperanças e sonhos, uma dura realidade que traz sofrimento e dor, ao invés de alegria.
