Acabou as amenidades: a tomada do PR foi a gota d'água

A iniciativa de intervir no PR, agremiação partidária que faz parte da base aliada de Mitouso e onde está filiado os vereadores Clemilton e Dr. Natanael, não caiu bem no cenário político em Coari. O partido estaria sofrendo intervenção mesmo após as convenções e a entrada do registro de candidaturas no eleitoral. A medida pode gerar um conflito político que vai encerrar as amenidades que existia entre o empresário e o atual prefeito. Mitouso é candidato e vai para a campanha com a disposição de voltar ao mandato e segundo informações de bastidores não vai aceitar este tipo de situação que vai interferir diretamente na eleição de aliados de peso. Diante da situação, a medida será partir para o contra-ataque político, sem amenidades.

TOMA-TOMA DE PARTIDOS

Um toma-toma de partido de partidos político em Coari foi inaugurado em Coari nesta eleição provocando a desistência de dezenas de candidatos que já vinham fazendo um trabalho eleitoral há 3 anos, e que por conseqüência destas intervenções depois das filiações e dos fechamentos políticos, causo muita dor de cabeça e confusão para muita gente.

MAGALHÃES INAUGUROU INICIATIVA



A iniciativa de tomar partidos foi inaugurada pelo então pré-candidato Raimundo Magalhães do PRB que entrou na disputa apenas com o seu partido e teve que buscar alianças em Manaus para fortalecer a base de apoio. Como os acordos políticos geralmente são fechados na capital, os Diretórios Regionais após fecharem apoio entregam a sigla partidária ao candidato que tem que convencer os candidatos a vereadores a não desistir de suas candidaturas. Geralmente, muitos desistem, só ficam mesmo aqueles que não querem deixar para trás um trabalho e grupo político já bem formatado.

PSDB FOI ALVO DE INTERVENÇÃO QUANDO O TIME JÁ ESTAVA FORMADO

Um exemplo do que estou falando foi o PSDB, um partido que tinha sido construído com um número determinado de candidatos a vereadores e que foi tirado da base de Adail Pinheiro e entregue a Magalhães. Alguns candidatos mantiveram seus nomes, mas número expressivo de candidatos desistiu de concorrer ao pleito em virtude desta mudança no partido. Alan Alves, por exemplo, que durante três anos organizou toda a documentação e correu atrás de filiados para montar um time com condições de concorrer a Câmara,  se sentiu prejudicado pela medida e preferiu desistir do sonho de concorrer como vereador.

OUTROS VÁRIOS PARTIDOS

Não foi só a base aliada de Adail que viveu o drama do toma-toma de partidos. Mitouso foi o mais prejudicado pelas intervenções tidas que aceita goela abaixo. Foram vários partidos: PRTB, PSB, PTN e PTC que originariamente estava na base aliada de Mitouso e que tiveram que migrar após a filiação dos seus membros para a base de Magalhães. O PT do B só não sofreu interferência também, porque o presidente Abrahim dos Brasileirinhos tomou providências radicais, através de uma conversa franca “avisou o que aconteceria” caso o partido em que ele é filiado sofresse a tão famigerada intervenção.

TIRO PELA CULATRA NO PHS, PTN e PTC

O toma-toma de partidos não terminou bem para todos e pode sobrar para o candidato a vice de Magalhães que é filiado no PTC.  O PHS sofreu intervenção, mas recorreu a justiça que reconheceu a legitimidade da diretoria eleita em Coari e anulou a intervenção. O PTN também obteve o mesmo resultado, mesmo assim partidários de Magalhães registraram em ata a participação do partido na convenção do candidato, o mesmo que aconteceu com o PTN. Assim, duas coligações mesmo em lados opostos deram entrada em documentação. Se a justiça entender que as duas atas são invalidas pode anular o pedido e prejudicar em muito tanto os candidatos a vereador quanto o candidato a vice.

PSD SAIU DE MAGALHÃES

Magalhães também teve revés no assunto inaugurado por ele. O revés foi o do partido do Governador Omar Aziz que através da diretoria local já havia declarado apoio ao empresário candidato, mas que sofreu intervenção da regional e foi entregue a Adail. Os pré-candidatos foram convidados pela antiga diretoria a desistir de suas candidaturas e entregar o partido vazio. Três desistiram e seis permaneceram com suas candidaturas. Este partido é o que eu sou filiado. Minha decisão de não desistir foi baseada no fato de eu não ter tido nenhuma participação na mudança de diretoria do partido e de nem ter sido consultado sobre o fato e as decisões posteriores. Eu, Daniel Maciel, não poderia desistir de registrar minha candidatura por estes motivos e em respeito às pessoas que acreditam em mim.