A novela do "toma-toma" de partidos em Coari parece que não vai terminar tão cedo e isso está mexendo com a paciência de muitos candidatos. Os pavios estão ficando curtos, pois candidatos que estavam dando como certa suas candidaturas vivem a incerteza de serem impedidos de concorrer pela nova diretoria provisória ou de pior, serem denunciados por infidelidade partidária.

O motivo é simples. Se a legenda está com um partido o candidato não pode pedir votos para o candidato a prefeito de outra coligação. Se for pego, será denunciado e pode perder tudo por infidelidade partidária. E o pior: não pode aparecer nem no cartaz ou no santinho ou em outra propaganda qualquer o nome do candidato a prefeito de preferência do vereador e sim o que o partido apoia.

NA JUSTIÇA, DIZ MAGALHÃES

As declarações do Presidente do PTN foram recebidas com indignação pelo candidato Magalhães (PRB).

Acusado de ser o responsável pelo "toma-toma" da maior quantidade de partidos o prefeiturável afirmou que não vai "bater boca com o presidente do PTN, o advogado Adeva Cordovil, mas que vai acioná-lo na justiça para que comprove as acusações proferidas em seu texto", publicado aqui no blog. Magalhães afirmou através de sua assessoria que as intervenções acontecem pelo diretório regional e que não é uma iniciativa dele.

BRIGA PELO PHS



Mesmo assim o grupo de Magalhães não desiste dos partidos que recorreram na justiça, um exemplo disto é o que está acontecendo com o PHS. No final desta segunda-feira (9), a regional do partido entrou com um recurso para derrubar a liminar que mantem a diretoria que está apoiando Adail Pinheiro. O objetivo é manter a intervenção no partido que começou formado ao lado de Adail e entregá-lo ao candidato Magalhães. Com isto, vários candidatos a vereador podem desistir de suas candiaturas.

2.000 PESSOAS EM FRENTE AO POSTO

Candidatos a vereadores que correm o risco de desistir e perder a oportunidade de disputarem uma vaga para vereador, prometem tomar uma atitude drástica para que isso não aconteça. Vereadores de mandato e candidatos que estão correndo o risco eminente de perder a oportunidade estão prometendo colocar 2.000 eleitores em frente ao posto de gasolina do candidato a prefeito Magalhães para protestar pelo "toma-toma" de partidos e o fim do sonho dos grupos políticos prejudicados pela mudança de lado dos partidos.

NÃO É MELHOR CONQUISTAR O VOTO? 

Fica a pergunta diante de todos estes fatos. Em vez dos políticos da Terra do Petróleo e do Gás Natural ficarem brigando por siglas partidárias, principalmente após as convenções e a entrada na justiça eleitoral, não seria melhor estarem conquistando votos, uma vez que a justiça eleitoral já permite a realização da campanha? Do que vai adiantar siglas vazias, projetos jogados no vento, amigos magoados, se a decisão de tomar partidos não vai acrescentar quase nada? Fica a resposta para os candidatos envolvidos nesta pendenga.