A medida que o tempo passa, mais informações chegam relacionados a tema jurídicos. Os órgãos de controle externo, como os tribunais de conta por exemplo, afetam diretamente a elegibilidade de pretensos candidatos caso eles tenham problemas com prestações de conta nos referidos tribunais. Hoje, a notícia de que "mais de 170 gestores aproveitaram a demora da Assembleia Legislativa (ALEAM), na aprovação das emendas constitucionais que disciplina as regras das prestações de contas no Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), e ficaram livres para concorrer nas próximas eleições, escapando da Lei da Ficha Limpa" traz a falsa ideia de que os problemas de inegebilidade baseada na lei da ficha limpa está resolvida. Ledo engano.
Na verdade para quem apenas tinha problema com prestação de contas no Tribunal de Contas do Estado, o problema está momentaneamente resolvido, mas para políticos que além de problemas no TCE ainda tenham problemas no TCU e no TSE, a dor de cabeça continua. Tais políticos terão que enfrentar a justiça e buscar os mais mirabolantes recursos jurídicos para tentar, repito, tentar resolver a questão da elegebilidade, contando apenas com o imponderável, ou seja, esperar se vai dar certo ou não o recurso impetrado.
Com isto, não é bom criar a falsa ideia de que tudo está resolvido somente porque o nome de qualquer um político deste estado aparece fora da relação de inelegíveis do TCE. Na verdade, do ponto de vista da ética administrativa o nome de gestor público comprometido com uma administração pública com recursos bem aplicados e gestão transparente nem deveria aparecer em tais listas. A administração pública é um campo onde os gestores devem ter consciência que estão gerindo recursos particulares, mas dinheiro público, oriundo de impostos pagos por todos os cidadãos.