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Na íntegra, à cima, o documento que deu
a liberdade à França.
O Blog teve acesso a um documento, que
pode reacender a polêmica em torno dos últimos acontecimentos em Coari. Desde
que houve o atentado contra o prefeito Arnaldo Mitouso em agosto de 2011, foram
muitas as especulações em torno de que seriam os envolvidos na tentativa de
matar o prefeito da terra do petróleo e do gás natural. No dia 5 de Janeiro
foram presos quatro suspeitos e no dia 6 janeiro foi preso Francisco Alberto Pachola de Lima, o França como sendo
o principal suspeito de ser o mandante do atentado.
De lá para cá, todos os demais
acusados continuam presos, e somente França está em liberdade. Recentemente, o França
foi alvejado por duas balas em um posto de gasolina da cidade de Coari. Foram
desferidos quatro tiros contra o carro em que ele andava. O principal suspeito
é o filho do prefeito Arnaldo Mitouso, que teria sido reconhecido por França no
momento da tentativa de homicídio... Armado, o rapaz estaria tentando pagar na
mesma moeda a tentativa que o seu pai havia sofrido, fazendo justiça com as
próprias mãos.
Mas, no documento de soltura de
França, a juíza Mirza Telma de Oliveira Cunha faz algumas declarações oficiais que inocentam
previamente França do envolvimento no caso. São declarações documentais, de
ofício, que embasaram a decisão da magistrada. Segundo ela:
1. França afirmou para a Polícia Federal haver sido torturado
e obrigado a assinar o termo na Polícia Civil, vindo por fim a negar a
acusação anteriormente feita.
2. Os demais réus nunca citaram o nome de
Francisco Pachola de Lima, como envolvido no caso.
3. Nas escutas telefônicas não foi encontrado nada
que comprovasse o envolvimento de França no atentado;
4. Nas buscas e apreensões também nada foi encontrado
que comprovasse o envolvimento de França;
Baseada nestas evidências, a Juíza autorizou a
libertação de França. Já os demais envolvidos, havia evidências do envolvimento
dos mesmos, por isto nenhum deles ganhou a liberdade.
Não quero entrar no mérito legal, e nem tão pouco
deferir meu juízo de valor sobre a verdadeira culpa, até porque não tenho
elementos para isto, mas pelos últimos acontecimentos ficou claro que o
entendimento da pessoa que atirou em Francisco Pachola, é diferente do da
juíza... Segundo o atirador da Gonçalves Lêdo França seria culpado e sua
sentença seria a sentença de morte. Não sei quem teria mais argumento para
chegar a conclusão de uma sentença, se a juíza ou o algoz. O algoz de
França errou o tiro, mas reacendeu a polêmica: quem realmente estaria
interessado na morte de Arnaldo Mitouso e por qual motivo? Por que tanta
certeza da culpa de alguém que a justiça pôs em liberdade? Há muita polêmica em
torno do caso, e pouco esclarecimento.