Promotor Fábio Monteiro, titular da CaoCrimo, mostra à imprensa material recolhido para o ‘Dossiê Parintins’ (Antonio Menezes)

Sim, de fato é o momento para quem é funcionário efetivo e nunca foi lotado, ou demitido sem o devido processo legal, ou quem teve salários descontados e nunca devolvidos ou quem vem sendo vítima da violência de pessoas ligadas ao poder público e que fizeram os devidos boletins de ocorrência, ou de quem não recebeu décimo terceiro.

Chegou a hora dos empresários que foram vítimas de notas empenhadas e não pagas, ou de empresas envolvidas em licitação por qualquer tipo de maracutaia ou denúncias e foram descartadas por não querer entrar no esquema, ou de empresa discriminadas em licitação por não aderir ao pensamento político ou quem foi vítima de qualquer outro tipo de irregularidade ligada ao poder público.

Sim, pois o município de Coari foi o primeiro a ser escolhido pelo Ministério Público para receber a visita do Centro de Apoio Operacional de Combate ao Crime Organizado (CAOCrimo), sob coordenação do promotor do Ministério Público (MPE), Fábio Monteiro. Para realizar as investigações o CAO Crime é composto por um coordenador e mais três promotores, que contam ainda com o apoio de agentes técnicos do MPE. “Em termo de estrutura ainda não temos o ideal. Mas o procurador (Francisco Cruz) ‘comprou’ a ideia do CAOCrimo e permite a utilização de toda a estrutura do MPE”, explicou o promotor de Justiça. Fábio Monteiro disse que o trabalho de investigação das denúncias conta com a ajuda de promotores e coordenadores do MPE que atuam nas áreas de Patrimônio Público, Fazenda Pública, Urbanismo, Direito do Consumidor, Meio Ambiente, Direitos Constitucionais do Cidadão, Promotorias Criminais e do Tribunal do Juri.

A visita à Coari acontecerá provavelmente na segunda quinzena de janeiro. Não precisa publicar que você fará a denúncia, basta reunir fazer a sua parte como cidadão e procurar o Ministério Público.