Uma viagem de risco, com interesses nada públicos. A vontade do prefeito de Coari Arnaldo Mitouso ir para Manaus foi tão grande que mem a determinação da Agencia Nacional de Aviação Comercial – Anac –  foi obedecida. Além de por em risco a vida dos envolvidos na viagem, a atitude foi um mau exemplo que não deve ser seguido.

Mesmo com o aeroporto da cidade fechado por ordem da entidade federal, no último dia 05 pela manhã um pequeno avião (foto) pousou e decolou da pista interditada levando o prefeito de Coari, Arnaldo Mitouso, que chegou numa pick-up branca acompanhado por várias pessoas em vários carros e motos.

A INTERDIÇÃO E AS PROVIDÊNCIAS
Vários problemas foram apontados pela Anac, entre eles as rachaduras por toda a pista, o mato e a erosão que dominam a área de escape e lateral da pista, a falta de uma equipe de bombeiros com carro de emergência e o trânsito de pessoas e animais pela pista. Em dois anos da atual administração municipal apenas a troca de nome e de cores foi executada pela prefeitura no terminal.

REPAROS UM TANTO SUSPEITOS
De acordo com funcionários municipais, no início de 2011 dois homens foram contratados, por R$ 114 mil, para fazer a capinação da área, mas antes de terminarem o serviço o mato já estava de volta ao local. 

EMPRESAS PREJUDICADAS

Duas companhias aéreas – Trip e Total - que operavam no terminal estão obedecendo a determinação. As duas empresas de helicópteros – Omni e Emar – estão usando o heliporto do hospital Odair Carlos Geraldo. A Anac quer a pista, de 1.800 metros, recapeada e a instalação da brigada de incêndio. 

A multa é de R$ 20 mil para o piloto que usar a pista interditada. A operação clandestina foi comunicada à Polícia Federal, em Manaus. O pouso da aeronave, na capital, foi realizado na pista do Aeroclube do Amazonas.

FALTA DE AVISO NÃO FOI

No dia 25 de setembro o aviso foi dado. Nove cidades do Amazonas correm risco de ficar isoladas se não cumprirem as novas normas de combate a incêndio, determinadas pela Anac, em seus aeródromos (aeroportos de importância regional). A suspensão dos pousos e decolagens foi determinada pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) em terminais de todo o país sem proteção contra incêndio. A adequação dos aeroportos é responsabilidade dos municípios e custa entre R$ 600 e R$ 2 milhões.