Este final de semana, o bachareal em ciência política, comunicador e autor deste blog esteve cumprindo agenda na Zona Rural do município de Coari. O objetivo da viagem foi levantar informações sobre a realidade em que se encontram as comunidades rurais e a qualidade de vida dos comunitários. A visita parte do princípio de que só é possível saber a realidade das pessoas, convivendo, tendo contato direto com a realidade.

Um dos maiores desafios para o homem rural é conciliar a realidade de viver em seu habit natural, produzir meios necessários para a sua subsistência e ter condições de educar seus filhos. Este último aspecto depende do município e a estrutura que possa fornecer para tal. A grande realidade é que em Coari a educação na Zona Rural está em estado de precariedade total.


PRECARIEDADE NA EDUCAÇÃO

Para ter ideal da gravidade, no Rio Copeá por exemplo, onde tive a oportunidade de conversar com comunitários, um pai de família informou que há comunidades em que as crianças ficam até 2 meses sem professores e sem aulas. Outra precariedade é a quantidade de merenda escolar, insuficiente para atender a demanda das escolas, mesmo vindo recursos federais suficientes para uma merenda de qualidade na rede municipal de ensino que não compreende apenas a Zona Urbana, mas a Zona Rural também.

Poucos minutos antes de chegar a comunidade rural. O pôr-do-sol completa a imagem.
MENTIRAS E ABANDONO

Outro aspecto levantado na viagem é a rejeição ao nome do prefeito de Coari Arnaldo Mitouso. Os moradores da Zona Rural se sentem enganados e abandonados. Enganados porque as promessas de ampliar programas sociais e fomentar a produção rural não aconteceu e abandonados porque a estrutura mínima de saúde, educação e atenção as comunidades não estão funcionando.