Ao retornar ao município de Coari, a equipe de Mitouso preparou uma recepção. Faixas padronizadas foram espalhadas pela cidade como se os moradores dos bairros repudiassem o atentado, as escolas tiveram expedientes reduzidos e os pais que iam buscar seus filhos nas escolas municipais eram "estimulados" a buscar o "chefe que estava chegando". As secretarias não funcionaram no expediente e quem passou em frente ao Posto Magalhaes viu centenas de motos sendo abastecidas para ir ao aeroporto. Muitos encheram os tanques e retornaram para os seus serviços particulares. A recepção tevem conotação "eleitoral" com carros com bandeira com o número 33 circulando pela cidade e a música que relembrava a campanha eleitoral sendo tocadas por carro de som.
MAIS QUE FERIMENTO, MÚSICA
O atentado a bala sofrido por Mitouso foi explorado ao extremo. Uma música estilo jigle foi tocada tanto na recepção, trajeto e no palaque montado no Centro da Cidade. A letra dizia "tentaram calar a voz do guerreiro, o guerreiro foi ferido mas está de pé". A utilização "política" do atentado, mais que solidarizar os coarienses deixou mesmo "uma pulga atrás da orelha", mas isto é assunto para a perícia que está sendo feita pela polícia.
O fato é que a utilização do atentado como bandeira política foi uma postura adotada desde o início.