Existem coisas que viram folclore, pela maneira como a população toma conhecimento das coisas e propaga através da linguagem falada ou escrita. A história da inauguração da policlínica de Coari com certeza vai ser uma destas pela forma como a população coariense vem comentando. Uma inauguração que tem muito a ver com aquelas histórias de Trancoso, contada a noite nas rodadas de papo quando a energia vai embora.
A começar da porta, uma policlínica fechada com uma folha de compensado. Uma porta de compensado que destoa de toda a pintura e conceito moderno do prédio e que insiste em permanecer lá, no lugar da porta de vidro, semanas a fio, como se a prefeitura de Coari não tivesse dinheiro para resolver o problema imediatamente... Dinheiro tem, falta competência.
A policlínica foi inaugurada, mas não funciona. Segundo os comentários de que tem contato com a área de saúde, para que a inauguração acontecesse móveis das unidades básicas de saúde foram levados para a policlínica e depois da inauguração trazidos de volta. Equipamentos médicos foram levados do Hospital Regional e depois da inauguração trazidos de volta também. Quer dizer... Folclores puro. Daqueles que não foram contados nem nas noitadas juninas do festival cultural, porque não aconteceu festival cultural.
Fato é que o povo aumenta, mas não inventa. Se a policlínica inaugurada estivesse funcionando com toda a dinâmica necessária os comentários da população seriam outros. Mas como em Coari tudo acontecesse e ninguém faz nada, a inauguração da policlínica vai entrado para o rol das histórias fantásticas de um novo tempo que de novo mesmo só o "slogan" pois as jogadas e roubadas são bem antigas mesmo, bem antigas.