*ARTHUR VIRGÍLIO.
O PIM vive ameaça. Talvez a maior de todas.
Refiro-me à MP 534, que regula a produção de tablets, esse produto que engloba telefone, tv e tudo que processe informação.
No governo Collor, duas Leis de Informática. Sob Fernando Henrique, revisão para compatibilizar a economia amazonense com a indústria tão estratégica para o País: listas positivas e negativas, dizendo o que seria ou não bem de informática.
Reconheço o esforço do então governador Amazonino Mendes e do vice Samuel Hanan que, comigo e o deputado Pauderney Avelino, participaram de várias reuniões no Planalto, duas delas, na mesma noite, com o próprio Presidente. Mas, apesar do acordo, fiz discursos e votei contra a matéria. Minha preocupação ia além do instante de alívio: a convergência digital significaria grandes dificuldades para o Amazonas.
Com Lula, prorrogaram-se ZFM até 2023 e Lei de Informática até 2019. Em 2006, Mestrinho, Peres e eu obstruímos por muitos dias a pauta do Senado, no episódio dos set top boxes, que o Ministro Hélio Costa queria levar para Minas.
Vencemos. E Lula iludiu Braga, prometendo que ficaria no Amazonas a produção de televisões digitais.
Na ocasião, denunciei que na lei garantiam para o Amazonas a tecnologia velha, deixando em aberto a digital. E que monitores de vídeo, fabricados fora de Manaus, já cumprem funções de tv: o passo seguinte seria produzir no Centro-Sul.
A MP 534, comprometida com a Foxconn para instalação em Jundiaí, é bofetada nos amazonenses. O relator, senador Eduardo Braga, tem de articular maioria para garantir os tablets em Manaus. Nada de "fiz o que pude, mas não deu". Ou renuncie à missão.
A elite política tem discurso velho de 30 anos. Demagogia e desconhecimento em vez de seriedade e aplicação.
2012 será o centenário da débacle da borracha. Não sejamos "coronéis" do século XXI!
*Diplomata