O comandante da companhia de Coari (a 370 quilômetros de Manaus), major Claudenir Barbosa, um cabo e quatro soldados foram afastados pela Polícia Militar do Amazonas, neste domingo. Eles serão investigados pela acusação de tortura contra dois adultos e dois adolescentes, ocorrido há uma semana.


Segundo a assessoria da corporação, as vítimas se envolveram numa briga, após uma partida de futebol. Dois soldados que atenderam a ocorrência teriam sido agredidos na confusão. Então, Barbosa teria voltado ao local com mais cinco policiais e detido os agressores.

Em seguida, os quatro foram espancados com cabos de aço e lavados com água sanitária. Todos continuam internados no hospital público do município, sob custódia da polícia. Há, ainda, a acusação de que os PMs teriam jogado pimenta nos olhos dos adolescentes.

Segundo a companhia militar de Coari, o comandante e os outros cinco policiais se apresentarão amanhã para prestar depoimento. Este é o terceiro caso de afastamento por agressão contra civis no Amazonas.

No dia 21 de março, um vídeo publicado na Internet mostrou imagens de um garoto de 14 anos sendo alvejado à queima-roupa por policiais, em Manaus. O crime foi em agosto do ano passado, mas divulgado somente no mês passado. Os sete policiais envolvidos estão presos.

Outros quatro policiais foram afastados, na última sexta-feira (1º), sob suspeita de tortura contra um jovem de 18 anos, também na capital amazonense.


Acusados de tortura em Coari serão ouvidos até dia 7

A Comissão Especial de Correição Extraordinária da Corregedoria Geral do Sistema de Segurança Pública da Polícia Militar – enviada a Coari ( a 370 quilômetros de Manaus) – tem até a próxima quinta-feira (7) para ouvir os policiais militares suspeitos de torturar quatro pessoas no município.
No último fim de semana, a equipe da Corregedoria efetuou diligências na comunidade de Lauro Sodré, onde as vítimas disseram ter sido abordadas pelos policiais e na Vila Brasil (a três horas de Coari), onde os denunciantes afirmam ter sido agredidos pelos PMs que invadiram suas residências.

A Corregedoria Geral instaurou Inquérito Policial Militar para apurar a denúncia no último dia 30/03 e designou equipe de Correição Extraordinária para “in loco” realizar os trabalhos de apuração da denúncia. A base operacional da Corregedoria Geral está montada numa das salas do Colégio Estadual Francisca Evangelista onde a equipe deve permanecer trabalhando no caso até o próximo dia 11 de abril.

Informações da Corregedoria



DANIEL MACIEL
BLOG COARI EM DESTAQUE