O epsódio aconteceu no último final de semana, mas só agora vem a público, tamanho o desespero da família diante do perigo eminente de morte. Dona Carmem Cabral, de 71 anos de idade lembra assustada o lamentável ocorrido que fez com que uma bala de revolver ficasse encravada na parede de sua casa. Uma triste recordação da violência em que ela, ou um dos três netos, ou ainda alguns dos seus filhos poderiam ter sido vítimas.
Em uma perseguição policial em que houve troca de tiros com um meliante que tentava escapar do local, um policial foi ferido a bala e na troca de tiros a bala disparada pelo PM (segundo os moradores) foi parar na parede da sala de dona Carmem, tudo isto em uma rua bastante movimentada, cheia de residências. Em frente a residência de dona Carmem funciona uma venda de churrasquinho e estava bastante frequentada, eram aproximadamente 19:00h do domingo (27 de fevereiro) quando tudo aconteceu. O desespero das pessoas se misturou com a o barulho dos tiros, e sem saber o que fazer muitos tentavam se esconder debaixo de mesas, se jogando no chão ou correndo pela rua. A bala atravessou a janela, à altura da cabeça de uma pessoa e ficou encravada na parede.
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| A bala ficou alojada na parede da casa, à altura do peito de uma pessoa. |
A FAMÍLIA PEDE PROVIDÊNCIAS
Depois do susto, a família procurou os órgãos competentes para fazer a denúncia e sem que houvesse resposta. Dona Carmem ficou assustada com a falta de preparo do PM envolvido, segundo ela "o local é movimentado, havia muitas crianças e qualquer um de minha família ou clientes da banca de churrasco poderiam ter morrido". Ela pede que um procedimento administrativo seja aberto para averiguar o caso. O susto foi muito grande, "quem usa uma arma de fogo, deve ter o mínimo de preparo e ver em que direção está atirando" - concluiu. As ruas de Coari não são tão complicadas e nem a cidade é tão grande que seja possível um bandido escapar de uma perseguição policial, prudência ao usar uma arma pode salvar uma vida.
EM COARI JÁ HOUVE CASO DE MORTE POR BALA PERDIDA
Cerca de 10 anos atrás, uma criança que brincava na calçada de sua casa no bairro Espirito Santo morreu após ser atingida por uma bala. O projétil saiu de uma arma de um aspirante que prestava serviço para PM. O caso chocou a cidade pela grau de violência e imprudência em uma cidade extremamente pacata à época.
DANIEL MACIEL
BLOG COARI EM DESTAQUE


