Recentemente, na tentativa de justificar os atrasos no pagamento dos funcionários municipais, o prefeito de Coari Arnaldo Mitouso fez questão de lembrar a perca da receita do ICMS de Coari para Manaus, como um dos fatores da recente crise que o município enfrenta.
Foi uma recordação interessante, que fez relembrar o contexto em que Rodrigo Alves assumiu a prefeitura de Coari em Janeiro de 2009 e de como sentira o impacto em meio a crise do petróleo e mundial que se fazia sentir com maior impacto dentro de uma arrecadação que se aproximava quando muito de 12 milhões de reais no primeiro trimestre daquele ano.
Foi uma recordação interessante, que fez relembrar o contexto em que Rodrigo Alves assumiu a prefeitura de Coari em Janeiro de 2009 e de como sentira o impacto em meio a crise do petróleo e mundial que se fazia sentir com maior impacto dentro de uma arrecadação que se aproximava quando muito de 12 milhões de reais no primeiro trimestre daquele ano.
Lembro muito bem, que a assessoria de Arnaldo Mitouso usava o discurso de que o impacto não era tão grande assim, e que havia condição de administrar o município em sua plenitude.
Rodrigo, naquele momento tomou algumas medidas de cortes de despesas, como a redução do valor das assessorias e cargos comissionados. Cortes que reduziram à época a folha de pagamento. Mesmo assim conseguiu manter enquanto esteve no mandato o pagamento do Programa Direito à Cidadania (onde 2.500 famílias recebiam uma bolsa no valor de 100 reais, além de 2.000 jovens que recebiam do município de Coari através dos programas Agente Jovem e Estágio Supervisionado, bolsas no valor de 150 reais. Além de manter em pleno funcionamento o programa de líderes comunitários rurais que também recebiam valores pagos pela prefeitura para manter o trabalho de coordenação na Zona Rural.
O COMPARATIVO
Arnaldo Mitouso assume a prefeitura, como um programa de governo que prometia ampliar os diversos benefícios já existentes, mas contrário do que pregava, simplesmente desativou todos os programas sociais de distribuição direta de renda, atingindo em cheio as camadas mais pobres e enfraquecendo a circulação de dinheiro na economia local, isto, com uma receita superior a que Rodrigo Alves administrou.Para ter idéia, no mês de Dezembro de 2009 Arnaldo já movimentava 14 milhões de reais em dinheiro de recursos federais e estaduais, fora a arrecadação do município.
A mudança, que pretendia ser para melhor mostrou-se desastrosa. Após demitir todos os assessores e contratados assim que entrou na Prefeitura de Coari, Arnaldo conseguiu a proeza de inchar a folha de pagamento e hoje o município atravessa uma crise sem tamanho, com um acumulado de 3 três meses de atraso.
DANIEL MACIEL
BLOG COARI EM DESTAQUE