Ao comentar sobre a última pesquisa que o coloca 15 pontos percentuais à frente do segundo colocado, o candidato da coligação Avança Amazonas, Omar Aziz (PMN), disse que o resultado indica que a população aprova e quer a continuidade do atual governo. “O que importa é que a população está entendendo a nossa proposta de continuação dos projetos que estão dando o certo e mudando a vida das pessoas para melhor. Nesse momento a pesquisa indica que a população quer a continuação”, disse Omar, durante entrevista à rádio CBN, na manhã desta quarta-feira, 25.
Segundo pesquisa realizada pela empresa Perspectiva Tecnologia da Informação, Omar tem 49% das intenções de voto contra 34% do segundo colocado. A diferença de votos subiu de 10% para 15%, se comparada à pesquisa anterior. De acordo com a pesquisa, se a eleição fosse hoje Omar Aziz venceria no primeiro turno.
Na entrevista, Omar falou sobre algumas propostas de seu Plano de Governo nas áreas de Segurança, Saúde, Educação, Obras da Copa e continuação do Prosamim.
Na área de segurança pública, Omar defende não só o reforço na repressão, a partir do programa Ronda do Bairro, que vai levar a polícia para mais próximo da comunidade, e ampliação do quadro de policiais, como também ações preventivas no âmbito social, com a ampliação de programas como o Jovem Cidadão, que oferece atividades extracurriculares para os estudantes no horário em que não estão na escola e o Programa Galera Nota Dez, que incentiva a prática de esportes, além da ampliação das Escolas de Tempo Integral.
Na área de Saúde, Omar destacou o grande investimento em estrutura com a construção de novas unidades e ampliação de outras na capital e no interior e disse que agora seu grande desafio será garantir a funcionalidade dessas unidades, com a contratação de pessoal e equipamentos. “Uma das coisas que mais nos orgulha é essa estrutura de saúde. Somos o Estado que proporcionalmente mais investe em saúde no Brasil”, disse Omar, ao ressaltar que o seu governo está construindo mais 13 hospitais novos no interior com previsão de entrega em dezembro.
Entre as novas propostas anunciadas está a construção de pronto socorro e hospital na Zona Norte e a implantação de um cartão de saúde magnético para os usuários do sistema. Segundo Omar, o cartão vai facilitar o diagnóstico do médico na hora da consulta, pois o cartão será uma espécie de prontuário eletrônico, com todo o histórico do paciente.
Ao responder pergunta de um ouvinte sobre a ampliação do Prosamim, Omar lembrou que o programa já está atuando na Compensa, no Igarapé do Bombeamento e que o próximo passo será sanear os igarapés da Bacia do São Raimundo, de onde será necessário transferir 5,4 mil famílias que moram em situação de risco. A novidade do projeto será a recuperação da orla do São Raimundo para transformá-la em local de lazer, a exemplo da Ponta Negra. O programa também está sendo levado para dez cidades do interior, entre elas Maués, cujo projeto já está sendo avaliado pelo BID.
Em resposta a outro ouvinte, sobre os Centros de Educação de Tempo Integral (CETI), Omar ressaltou que nos próximos dias o governo deverá inaugurar uma nova escola neste modelo na Zona Leste, próximo à Bola do Produtor, perfazendo um total de seis já inauguradas e outras nove em construção. Em seu plano de Governo está prevista a construção de mais 16 escolas na capital e outras 20 no interior do Estado. “A escola de tempo integral é o futuro da educação”, completou.
Sobre as obras da Copa do Mundo, Omar Aziz destacou que é preciso dar rapidez às obras, mas que nada será feito sem transparência. Ele disse ter reunido com Ministérios Públicos Estadual e Federal e com os técnicos do governo para que todas as dúvidas sejam esclarecidas e as obras possam ser tocadas. “Nada será feito sem as explicações que o MPE e o MPF e a sociedade buscam”, assegurou.
Omar encerrou a entrevista pedindo votos. “Quero pedir oportunidade para mais quatro anos. Nós estamos dando continuidade a esse grande governo. Nenhuma obra parou e precisamos avançar mais”, disse o governador, ao lembrar que muita gente lançou dúvidas sobre a capacidade de realização do governo em relação às grandes obras. “Todo mundo dizia que era impossível fazer a ponte e nós fizemos. Que era impossível o Prosamim, porque as pessoas não iam sair de dentro do igarapé, e elas saíram. Da mesma forma, vamos ampliar os incentivos da Zona Franca de Manaus para os municípios da Região Metropolitana”.
DANIEL MACIEL
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