Quem pensa que já viu de tudo na história política do Amazonas, engana-se redondamente. Desde o caso de Amazonino, que chegou a uma conclusão nada impoluta, onde a juiza que ia caçar findou caçada até o caso do município de Itacoatira, que teve a diplomação por decisão do juiz Julião Lemos Sobral Júnior, atendendo a uma representação do Partido da República e do ex-deputado estadual Dommarques Anveres de Mendonça, o segundo colocado nas eleições de Itacoatiara, que acusaram o prefeito eleito, Antônio Peixoto de Oliveira (PT) de “abuso de poder econômico”, porque ele teria feito uso de recursos financeiros não contabilizados durante a campanha. Posso está enganado, mas vejo dois pesos e duas medidas, na justiça, na forma de interpretar os processos.
Quem conseguiu a proesa obteve apenas 29.94% e o seu nome é Donmarques Mendonça, que ficou em segundo lugar, nas eleições municipais de Itacoatiara. O candidato impedido de ser diplomado recebeu Peixoto foi eleito com 41,98% dos votos, quase o dobro do segundo colocado. Sinceramente, é algo digno de filme americano, ou de novela mexica por assim dizer. É lamentável dizer que parece ser o voto a última coisa a ser considerada em uma decisão destas, e é o voto, que na teoria define que vai ou não governar ou legislar no Estado Democrático.