Quem será o próximo presidente da Câmara Municipal de Coari? É a pergunta que não quer calar. O poder legislativo coariense que teve na primeira vez de sua história uma consecutiva troca de presidentes, inclusive após a primeira reeleição da história, termina o ano sob a direção de Osni Oliveira. Este ano teve de tudo: reeleição de presidente, renúncia do presidente eleito Wilson Matos Cavalcante, nova eleição, batalha judicial envolvendo Alfredo Reis versus Osni Oliveira, que em fim, assumiu definitivamente a presidência da casa. No entanto, com o fim do mandato, na posse do prefeito no dia primeiro de janeiro, a casa legislativa tem que eleger o novo presidente.
Um presidente inconseqüente, que coloca o interesse político ou pessoal à frente do interesse público vai gerar celeumas políticas que irão atrasar as pautas e impedir o andamento dos trabalhos, além de criar um clima de incerteza no município, por outro lado um presidente que perca a visão da autonomia do poder legislativo entregará os interesses do povo como barganha para vantagens pessoais, o que seria de uma irresponsabilidade ímpar, sem falar na falta de ética de quem agir desta maneira. A prioridade deve ser o povo, pois na Câmara Municipal é que ocorrem os verdadeiros debates que podem levantar questões sérias de urgência e importância para todos.
Portanto, o nobre edil que assumir o Poder Legislativo de Coari, deve muito bem analisar o que está querendo, pois além de um poder grandioso estará assumindo uma grande responsabilidade com o povo e com sua consciência.
A CORRIDA PARA A PRESIDÊNCIA
Como a Câmara Municipal de Coari foi renovada em 80% na última eleição, partem na frente pela corrida para a presidência os vereadores mais experientes, ou seja, os vereadores reeleitos: José Henrique e Adão Martins que são candidatos natos, pela força da experiência à frente dos demais vereadores que estão entrando pela primeira vez na casa. Outro nome, que justifica ser candidato em potencial é o vereador Iran Medeiros, pela experiência, por inclusive já ter sido presidente da casa. Além destes três vereadores, outro nome surge: o vereador Clemilton Silveira, pela votação expressiva que obteve no pleito, sendo ele o vereador mais votado com 2.012 votos. Uma certeza Clemilton já tem sobre a presidência: ele é o vereador que vai presidir a primeira reunião do ano e que vai empossar o novo prefeito. Estes sãos os potenciais candidatos a presidência, todos da base de apoio ao prefeito eleito.
Quanto à oposição é impossível eleger a presidência, por um fator muitos simples, o fator matemático, são apenas dois vereadores de oposição contra oito da situação. Caso houvesse a possibilidade o nome indicado seria o do vereador Marcio Oliveira, por ser filho do atual presidente, que entraria na articulação para eleger o herdeiro; se isso chegasse a acontecer seria uma surpresa que nem o próprio Judas ou ainda o Brutus esperaria. A corrida à presidência já começou, e a articulação ocorre nos bastidores, uma vez que a decisão para a presidência é uma decisão estritamente política, que atende os interesses do colegiado e por eles é decidido, levando em consideração a orientação política do grupo: uma eleição que sempre revela surpresas e que já foi motivo de brigas históricas no município, que relatarei em outro post.
O certo é que a partir do dia primeiro, o município conhecerá o novo presidente, do qual a população esperar um espírito público indomável e uma gestão séria e ética. A democracia é estabelecida pelo bom andamento dos três poderes, no entanto, o poder legislativo por ter a expressão maior da representatividade popular pelo seu caráter parlamentar, e o ícone maior do governo do povo, pelo povo e para o povo. O presidente eleito deve compreender a essência da Câmara Municipal.
Daniel Maciel