O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Eros Grau, julgou inelegível o vice-prefeito eleito de Manicoré (a 332 quilômetros a sudoeste de Manaus), Waldomiro Gomes, por haver decisão definitiva do Tribunal de Contas da União (TCU) rejeitando suas contas relativas aos recursos transferidos pela União para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), em 1999. A decisão modifica o resultado da eleição em Manicoré, onde Emerson Pedraça de França foi eleito prefeito, tendo Gomes como vice. Segundo o ministro Eros Grau, o Artigo 48 da Resolução 22.717 do TSE determina a anulação dos votos recebidos pela chapa. Como o candidato obteve 36,86% dos votos válidos, o prefeito eleito de Manicoré passa a ser Manoel de Oliveira Galdino, que ficou em segundo lugar, com 29,49% dos votos. O advogado José Dutra, que atuou no processo, afirmou que, quando foi prefeito de Manicoré, em 1999, Waldomiro Gomes não conseguiu comprovar a destinação da verba repassada pela União para a compra de merenda escolar no município e foi condenado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) a devolver os recursos. De acordo com Dutra, nas eleições municipais deste ano, a candidatura de Gomes foi impugnada pelo promotor de Justiça de Manicoré. O candidato recorreu ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que manteve a impugnação.

Fonte: Diário do Amazonas