Muita correria, muita movimentação, lojas lotadas, parecia que todo mundo estava preocupado em agradar alguém ou agradar-se a sí mesmo. O natal consumista havia chegado, com seus jingles, comerciais e propagadas pedindo que todos nós comprassemos, comprassemos e comprassemos. E no meio da floresta, lá estavamos nós coarieses envolvidos pela onda do natal globalizado, capitalista, que com sua magia do é dando é que se recebe, incentivou-nos mais ainda as compras para as ceias, os amigos ocultos e o descarrego de consiciência de última hora.

Chamou a minha atenção, um fato interessante, não tanto das compras que não há mais como mudar, mas da forma pagã em que se comemora o Nascimento de Jesus no universo cristão em que vivemos. Muito forró, muita bebida, anuncios de festas em casas noturnas, foguetes e o peso da tecnologia, sim, era dificil passar em uma casa em que as famílias estivessem reunidadas, que não houvesse um aparelho de DVD ligado a uma caixa amplificada e conectada a uma televisão com um show de alguma banda ou cantor famoso, no volume estridente explodindo a musica secular em todos os cantos e recantos. Sociedade de consumo, ribeirinha e de tecnologia de ponta. Caboclos modernizados. Cristãos pagãos.

No demais, o que me agradou no natal foi o fato de termos todos (da minha família) passado com saúde, e da companhia dos amigos e irmãos. Mas lembrando que nem todos tiveram a mesma sorte e que portanto um pouco de solidariedade é estimulado em nossos corações para com os que sofrem. Jeus nasceu! Feliz Natal! Pena que muitos ingnoram o aniversariante e tudo aquilo que ele ensinou. De qualquer forma, ele sorri em seu trono de glória, pois foi justamente por estes que ele veio nascer, depois de mais de 2.000 anos, o tempo prova que a humanidade ainda precisa dele