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Em entrevista a jornalistas estrangeiros, Lula voltou a criticar a Operação Lava-Jato e disse que o processo contra ele é político





O líder petista declarou que uma eleição sem a sua presença será uma "fraude". (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

A menos de uma semana do julgamento da apelação da condenação do caso do triplex do Guarujá, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu entrevista a correspondentes da imprensa estrangeira. Em reportagens publicadas pelo jornal espanhol "El País" e pelo argentino "La Nación", o líder petista declarou que uma eleição sem a sua presença será uma "fraude", negou os crimes atribuídos a ele e criticou a atuação do juiz federal Sergio Moro e da da Operação Lava-Jato.

Também participaram da entrevista jornalistas de "The New York Times", dos Estados Unidos, The Guardian, da Inglaterra, Die Zeit, da Alemanha e Liberátion, da França.

De acordo com o "El País", Lula diz que, independente da decisão do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre), na próxima quarta-feira (24), ele pretende seguir seus planos de ser candidato à Presidência em 2018. Uma condenação em segunda instância teria impacto nos planos presidenciais de Lula porque, a depender da velocidade do julgamento dos recursos, pode torná-lo inelegível pela Lei da Ficha Limpa.

"Criar um processo jurídico para evitar que alguém seja candidato é pouco democrático. Não é o PT que está dizendo que a eleição sem mim é fraude, é uma campanha que envolve vários partidos, que envolve o movimento social", argumentou durante a entrevista. "Se o Lula for proibido de ser candidato por uma decisão política do Judiciário, obviamente está se montando uma fraude. Por que é que o Lula está sendo impedido? Se eu tivesse 1% da pesquisa ninguém queria me impedir, o povo impediria."

"Dia D"

O político que governo o País por dois mandatos entre 2003 e 2010 voltou a dizer que o processo judicial não tem provas de que ele recebeu o tríplex do Guarujá reformado pela construtora OAS, como retribuição por suposto favorecimento na Petrobras: "O dia 24, para mim, não é o dia D, é um julgamento. Eu tenho mais nove ou dez processos. Em algum desses processos o que está em julgamento não é o Lula, é um governo, é o jeito em que nós tratamos este país. Eu não estou brigando para ser candidato, estou brigando para provar minha inocência".

Ao ser questionado sobre as declaração da presidente do PT Gleisi Hoffmann que, nesta terça-feira, que para Lula ser preso vai "ter que matar gente", o petista disse que não acha que haverá violência durante protestos a seu favor: "Eu acho normal que o PT esteja nas ruas protestando. Só estão torcendo para mim. Que derramamento de sangue? Eu não acredito. Este país não tem a cultura da violência. É o PT o que sempre foi vítima de violência. Os mortos na história estão do nosso lado".

Lula disse ainda aos jornalistas que, depois do carnaval, pretende fazer uma caravana pelos estados do Sul do país e que pretende aproveitar a fronteira com Argentina, Uruguai e Paraguai para se reunir com líderes latinoamericanos como Cristina Kirchner (Argentina), José Mujica (Uruguai) e Fernando Lugo (Paraguai).

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