De acordo com o advogado da família, o acerto foi o maior acordo pré-julgamento de um processo por homicídio culposo da história dos EUA

Reuters
12 de março de 2021 às 20:35 | Atualizado 12 de março de 2021 às 21:24

A cidade norte-americana de Minneapolis concordou nesta sexta-feira (12) em pagar US$ 27 milhões (R$ 150 milhões) para encerrar um processo movido pela família de George Floyd por sua morte sob custódia policial.

O caso que gerou protestos nos Estados Unidos contra injustiça racial e brutalidade policial.

Floyd, um homem negro de 46 anos, morreu em maio do ano passado, quando Derek Chauvin, um policial branco de Mineápolis, ajoelhou-se em seu pescoço por quase nove minutos.

Os últimos pedidos de ajuda de Floyd foram capturados em um vídeo amplamente assistido, dando início a um dos maiores movimentos de protesto já vistos nos Estados Unidos.

O advogado da família Floyd, Benjamin Crump, disse que o acerto foi o maior acordo pré-julgamento de um processo por homicídio culposo na história do país.

O tamanho significa que a morte de um negro nas mãos da polícia "não será mais considerada trivial, sem importância ou indigna de consequências", afirmou Crump em uma entrevista coletiva ao lado de parentes de Floyd, o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, e outras autoridades.

A família de Floyd diz ter ficado satisfeita. "Esta parte da nossa trágica jornada sobre justiça para meu irmão George foi resolvida", disse sua irmã Bridgett Floyd em um comunicado.

O julgamento de Chauvin, que foi demitido pela força policial, começou nesta semana no tribunal do condado de Hennepin, sob acusações de homicídio doloso e homicídio culposo.

Chauvin se declarou inocente e disse que seguiu corretamente seu treinamento policial.