A campanha eleitoral nem ainda começou em Coari e muitas teorias começam a ser ventiladas sobre a inegibilidade do prefeito Adail Filho, que irá disputar a reeleição. Uma delas é que é o atual prefeito de Coari estaria inelegível pelo fato de o pai dele ter sido prefeito em 2012, e ele por Adail Filho ter sido prefeito 2016 estaria disputando o terceiro mandato como prefeito caso concorresse a eleição este ano: “Adail pai tinha direito a concorrer à reeleição e foi cassado mais de seis meses antes de encerrar o mandato, que é o prazo de desincompatibilização. Isso transferiu o direito para o núcleo familiar. Foi assim que Adail Filho concorreu e ganhou. Agora, o mesmo núcleo esgotou o instituto da reeleição. Ele não pode mais concorrer” é o que afirma um dito escritório jurídico anônimo, em uma matéria publicada na Internet. 

Não há fundamento para tal cogitação. Na verdade, a informação publicada na Internet parece que vem com o objetivo de confundir a cabeça das pessoas, do que de fato passar uma informação séria e fundamentada. Isso não é nenhuma novidade na história política de Coari, aliás, é uma tática desenvolvida pela oposição ao grupo político que está no poder: concorrer à eleição apostando em assumir a prefeitura no tapetão, e há muitos exemplos do insucesso desta prática desventurada, utilizada pela oposição. 

Fato é que, Adail Pinheiro teve o seu registro de candidatura cassado para a eleição de 2012 e para a justiça eleitoral o seu mandato não existiu. Adail Filho ganhou a eleição em 2016 com 54, 97% das intenções de voto, concorrendo contra o prefeito da época e sua candidatura à reeleição é totalmente legítima. Todavia, já é possível perceber o caminho que a campanha eleitoral vai seguir, a partir de informações distorcidas. A lenda urbana de que Adail Filho estaria disputando um terceiro mandato neste pleito é apenas uma criação hipotética de quem não quer disputar uma eleição baseada em debate de ideias, nas em expeculações.