Na primeira semana de fevereiro deste ano, o coronavírus já estava circulando em várias partes do Brasil. A informação é de um estudo divulgado ontem pelo Instituto Oswaldo Cruz.

A pesquisa, ademais, mostra que, quando os primeiros blocos de Carnaval foram às ruas, já havia transmissão comunitária da doença (quando não é possível identificar a pessoa infectada).

Por causa disso, as aglomerações aceleraram o contágio.

Segundo estatísticas oficiais, a festa em Olinda, Recife e Salvador registrou 22 milhões de pessoas. No Rio de Janeiro, aproximadamente 6,4 milhões participaram dos blocos na capital fluminense.

Na cidade de São Paulo, os números aproximados são 15 milhões. Fora outros locais.

No exterior
O estudo também garante que o vírus chinês já estava presente noutros países antes dos casos oficiais serem registrados.

Em meados de janeiro, o patógeno desembarcou em países europeus, como a Itália, a Bélgica, a França, a Alemanha, a Espanha e o Reino Unido.

Já nos EUA, o início do contágio se deu nos primeiros dias de fevereiro, mais precisamente na cidade de Nova York.

Saiba mais
De acordo com os autores do trabalho científico, a expansão da epidemia em cada localidade seguiu uma dinâmica própria, que leva em consideração o clima e a demografia da população.

Eles avaliam que, além de dar um norte sobre o início das contamiações, os resultados obtidos reforçam a importância de medidas de vigilância. Pois é alta a probablidade de o coronavírus voltar a circular nos próximos anos.