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Barça vence o Real em jogão, e o mundo se lembrará apenas do 'adeus’ de Neymar

Neymar em ação no 1º tempo do clássico Barça x Real, em Miami

Foi um belo jogo, sem o clima de pré-temporada que a pré-temporada tem. O Barcelona venceu o Real Madrid por 3 a 2 na noite deste sábado, no Hard Rock Stadium, em Miami. Mas pouca gente se lembrará do placar desse Clasico, ou de quem fez os gols (Messi, Rakitic e Piqué, Kovacic e Asensio). Ficará, sim, lembrado como a partida que marcou a despedida de Neymar.

A iminente saída para o PSG foi o grande assunto dos últimos dias. E, a cada momento, a pergunta sobre "se" ele vai ou não foi se transformando em "quando" ele vai. O quando, ao que tudo indica, está mais próximo de acontecer, e a segunda-feira deve ser predominante para o futuro do craque.

É curioso como um jogo de futebol pode começar muito, muito antes de a bola rolar, e foi assim com esse Clasico, mas pelo "motivo Neymar", e não pela tensão que sempre explode quando dois arquirrivais se encontram, seja em um amistoso, seja valento título.

Um exemplo disso: as camisas do Barcelona passaram a ser mais vistas nas ruas de Miami nos últimos dias. No sábado, dia do Clasico, elas proliferaram, ainda mais nas proximidades do Hard Rock Stadium. Estava claro: o Barcelona era o preferido dos torcedores na Flórida contra o Real.

Faltava mais de 1h para o jogo começar quando os quatro telões do estádio mostraram a delegação do Barça chegando. Um take do ônibus, e o estádio ia a loucura. A cena se repetiu duas, três vezes. O ônibus parou e, um a um, os jogadores foram descendo. Piqué foi muito aplaudido, o mais aplaudido até então, mas aí veio Messi e Suárez, e a galera foi ao delírio.

E Neymar? O último da fila parecia que vai descer, e a câmera do estádio corta para o logotipo do Clasico, com os escudos das duas equipes.  Cadê Neymar? Segundos depois, aparece o brasileiro, já fora do ônibus, de boné e fones de ouvido. Nem sorriso, nem tristeza. Na torcida, nova ovação. Uma espécie de alívio.

Antes da partida, ouve abraço e conversa ao pé d'ouvido com Draymond Green, bicampeão da NBA com o Golden State Warriors. Em campo, Neymar esteve um tanto apagado. Sofreu uma lesão no tornozelo esquerdo no primeiro toque na bola, em lance sozinho. Deu duas assistências para os gols de Rakitic e Piqué, é verdade, e pareceu querer marcar um gol de despedida em todas as vezes que participou do ataque (também é verdade que não foram muitas).

Foi substituído aos 27min do segundo tempo, e saiu sem aplausos, sem ovação, sem comoção. Talvez tenha sido um retrato de sua passagem pelo Barcelona, com momentos de um brilho e um protagonismo extremos (a virada justamente sobre o PSG na Champions League, por exemplo), e fases em que passou quase desapercebido, sem os holofotes.

As luzes se apagaram para Neymar no Barça? Só falta bater o martelo. E o adeus chegou com um toque de melancolia.


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