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David garante que equilíbrio fiscal e contas em dia são prioridades


Governador manda cortar tudo o que não é prioridade. Meta do governo é economizar R$ 315 milhões

 

O governador David Almeida elegeu o equilíbrio fiscal do Estado e a manutenção das contas em dia uma das principais missões à frente do Governo. Nesta quarta-feira reuniu todo o seu secretariado para dizer que responsabilidade e equilíbrio serão suas marcas e ordenou-lhes a missão de cortar tudo o que não é prioridade. 

 
A intenção é estender aos demais órgãos da administração direta e indireta a mesma medida anunciada em coletiva de imprensa, na semana passada, por meio da qual decidiu economizar R$ 315 milhões com a repactuação de contratos nas áreas de Saúde, de Educação e até no aluguel de aeronaves feito pela Casa Militar.

As medidas de ajustes, segundo ele, se fazem necessárias  em função do orçamento de  2017 ser R$ 1,5 bilhão menor que o de 2016. "É para que possamos conduzir o Estado de forma tranquila, de forma responsável e entregar ao meu sucessor melhor do que o recebemos", enfatizou. Os ajustes nas despesas vão abranger diminuição de contrato de aluguel de carros, contrato de prestação de serviços, no fornecimento de mercadorias, entre outros.   

"Vamos otimizar o uso dos recursos, aplicá-los da melhor maneira possível em benefício do povo do Amazonas". Ainda segundo o governador, a economia de gastos planejada não vai comprometer a qualidade dos serviços essenciais à população. "O que estamos fazendo é priorizar aquilo que é essencial para a população. O que não é prioridade vai ser renegociado ou até cortado".

Superavit – A política de austeridade fiscal que vem sendo adotada pelo governo David Almeida tem como finalidade manter o equilíbrio entre a arrecadação e a despesa. Segundo a Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz), o resultado entre a arrecadação e a despesa líquida, até o mês de maio, apresentou superávit de R$ 1,220 bilhão, enquanto que no mesmo período de 2016 o superávit foi de R$ 881,972 milhões.  Nesse período, a arrecadação foi de R$ 6.134 bilhões, foram empenhados R$ 6.803 bilhões, liquidados R$ 4.919 bilhões e pagos R$ 4.513 bilhões.

Já o resultado orçamentário (diferença entre a receita e os empenhos), apresenta déficit em 2017 de 603 milhões, contra déficit de R$ 1,995 bilhão, em 2016, ressaltando-se que os valores empenhados são relativos aos contratos em que muitos comprometem as despesas até dezembro.

 "As contas estão em dia, o governo está trabalhando com a responsabilidade que o momento requer e esse equilíbrio nos permite dizer que vamos manter nossos compromissos com a folha de pagamento dos servidores, com prestadores de serviços e demais credores, com os poderes e os municípios, bem como garantir a normalidade dos serviços essenciais. Isso está garantido", ressalta o secretário de Fazenda, Francisco Arnóbio Bezerra, que também aposta no avanço da recuperação da economia do Estado no segundo semestre, quando as fábricas voltam a comprar e se preparar para o aquecimento das vendas de fim de ano.

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