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REPERCUTINDO: DEPUTADO SILAS CÂMARA, ATUALIDADE E POSICIONAMENTO POLÍTICO

A entrevista concedida ao Jornal Amazonas Em Tempo pautou assuntos que estão na agenda do debate político no Brasil e a postura política do Deputado Federal que foi o terceiro mais votado na disputa pela prefeitura de Manaus. 




Deputado Silas Câmara vai disputar a reeleição – Janailton Falcão


EM TEMPO – O senhor votou a favor do projeto de terceirização e defende a matéria. Por quê?

Silas Câmara – Hoje existem 12 milhões de brasileiros que exercem atividades nessa área e tudo o que existe de regra sobre terceirização estava em nível de portaria ou de resolução no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Então, é obvio que uma lei que possa garantir esses princípios que estavam regulados em portaria, aumenta a garantia jurídica para pessoas que estão envolvidas nesse setor. É bom lembrar que 12 milhões de brasileiros se traduzem em 60 milhões de pessoas ligadas diretamente e indiretamente, porque são funcionários e seus familiares. Não é verdade que tira direitos trabalhistas, porque essa legislação que foi votada ainda terá desdobramentos no Senado. No Amazonas, 21% do povo está desempregado, mas tem possibilidade ativa de trabalhar. Se porventura, essa lei facilitar a relação entre quem precise ter oportunidades e os patrões, eu vou me considerar um bem-aventurado de fazer parte de processo.

EM TEMPO – Então por que há essa preocupação de que a lei irá piorar as condições de trabalho?

SC – De fato, se a pessoa não souber o que votou, dá a impressão de que fez algo ruim. Comecei a entrar nas mídias sociais e perguntar das pessoas qual foi o número e ponto da lei que mais prejudicou eles e ninguém respondeu. Como o Brasil tem uma situação política muito delicada, as pessoas estão indo pela média do que elas pensam que algum sindicalista, quem nem é da área diz e acaba embarcando fazendo conjecturas sem fundamento.

EM TEMPO – A reforma da Previdência ainda nem foi votada, mas o presidente Michel Temer tem modificado alguns itens. Ela tem condições de ser aprovada na íntegra?

SC – Com as mudanças que ocorreram, ela passa. O que os deputados discutiam era o tratamento de pessoas desiguais para iguais. Não dá para você pegar um agricultor que hoje tem por direito aposentaria especial com 55 anos de atividades e o homem com 60 anos, dizer que esse pessoal tem possibilidade de ampliar para 65 anos. Não vai usufruir de nada. Eu tenho emendas que retirava a aposentadoria especial e, em outra, eu proponho que seja formalizado uma estatística para termos noção de fato do comprometimento financeiro da Previdência de forma que possamos saber o que é aposentadoria e o que não é. Então separar benefício sociais de previdenciários, porque esses números são controversos.

EM TEMPO – Projeto de lei que tramita no Senado favorece a revisão das bancadas federais e o Amazonas pode ser beneficiado. Mesmo sendo polêmica, tem chances de passar?

SC – Nós tivemos há 6 anos, audiências públicas e conversas com os ministros do Tribunal Superior Eleitoral e aí o Senado se antecipou fazendo até mesmo um decreto legislativo, confirmando as bancadas atuais e nisso ficou parado. Quando as matérias chegam no Senado e ferem direitos, o corporativismo de fato cria uma resistência muito grande. Hoje está melhor para fazer essa correção porque não mexe muito e faz justiça. Imagina o Amazonas com mais de 2 milhões de eleitores ter 8 vagas e o Acre ter 800 mil eleitores e ter 8 vagas. Eu penso que essa correção não vai ser complicada e tem condições de ser aprovada, até porque a Suprema Corte já disse que se o Senado não fizer, eles vão fazer.

EM TEMPO – Com relação à reforma política, quais pontos o senhor é contrário e quais defende?

SC – Nesse momento, você fazer voto em lista é uma coisa complicado, porque a impressão que passa é que você quer esconder quem são os que estão concorrendo a partir de uma corporação partidária, que vai definir os nomes de acordo do interesse de conjunto das pessoas que já estão convivendo na política. Então, essa reforma que está proposta, acho complexa. Tenho vontade de votar de novo o voto distritão, que é o proporcional majoritário. Ou seja, os oito mais votados para deputado federal seriam os eleitos, ficando mais justo. Obviamente nessa nova lei que está se preparando para ser votada, cria-se o fundo eleitoral sem ser o partidário. O financiamento de campanha ainda seria mista, só que pessoas físicas teriam limite de doar apenas um salário mínimo. Sou contra a lista fechada e acho bom excluir o cargo dos vices. A complementação seria feita pelo fundo eleitoral e também partidário. Mas é uma matéria que ainda vai se arrastar por um bom tempo. Eu espero que se aplique nas eleições de 2018.

EM TEMPO – O senhor vai disputar a reeleição do mandato no pleito de 2018 ou tem outros planos políticos?

SC – Eu disputo a reeleição para deputado federal. As pessoas precisam entender que no Estado como o Amazonas, onde temos apenas 8 vagas para deputado federal, sendo que essa eleição é majoritária, diferentemente de São Paulo que tem 70, Pará tem 18, e Maranhão tem 18. Então em um Estado como esse, a configuração dos movimentos do tabuleiro político tem um tamanho. O Amazonas não, porque se você observar vai estar em jogo em 2018, 8 cargos para deputados federais, 3 senadores, dando em 11 cargos. Tem o movimento das lideranças que você não pode ignorar. Esse é o momento de cautela e quem tiver juízo trabalha muito.

EM TEMPO – Nas eleições de 2016 o senhor disputou um cargo majoritário pela primeira vez e surpreendeu, ficando em terceiro lugar no pleito. O senhor planeja uma candidatura majoritária no futuro?

SC – Qualquer político que tenha vida saudável política, dizer que não quer disputar, ele é hipócrita. A eleição de Manaus foi muito legal e eu amei ser candidato a prefeito, porque tive oportunidades de apresentar propostas. Hoje conseguimos enxergar claramente o jogo do vale tudo que caminha de um jeito que, se formos olhar os fundamentos que levaram a Dilma Rousseff a ser cassada, o prefeito de Manaus já era. Os fundamentos da estrutura que se dizia que Manaus tinha, não tem. Eu acredito que se eu tiver uma oportunidade, não quero mais disputar uma eleição como dessa vez. Quarenta e três segundos de televisão é pouco tempo. Via o lado A e E com 30 inserções diárias e aparecia uma minha no meio delas. Então, você tem uma proposta robusta e termina perdendo uma eleição, porque infelizmente não temos ainda maturidade em que as pessoas de fato, vejam as propostas. Se eu tiver uma oportunidade no futuro quero construir algo com muita paciência, na fila, sem nenhuma pressa e com um grupo que possa de fato me dá as condições de apresentar as propostas e ganhar as eleições.

EM TEMPO – O seu partido tem um ministério muito importante que é do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, ao qual a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) é ligada. Logo que Michel Temer assumiu a presidência e nomeou os ministros, surgiu a informação de que o comando da autarquia poderia ser mudado. Existe ainda essa possibilidade.

SC – Da parte do PRB, nós nunca reivindicamos o comando da Suframa. Mas, na minha opinião, a Suframa quando, em 14 meses só tem um superintendente-adjunto nomeado e o resto é tudo interino… Com isso você não consegue planejar dando uma insegurança muito grande para quem está administrando.

EM TEMPO – O senhor recentemente se formou em jornalismo, inclusive já é sindicalizado. O que representa para o senhor toda a sua trajetória na faculdade e da retirada do seu diploma?

SC – Existem duas atividades que você precisa ter depois que se tornar deputado, é direito e jornalismo. Como vocês sabem, eu pertenço a uma instituição que é Assembleia de Deus e lá temos um laboratório muito interessante na área de comunicação. Inclusive premiados na Região Norte nessa área. Eu dirigi televisão por um tempo e apresentei programas. Obviamente, que na minha avaliação a gente parte com um Brasil que quem quiser de fato botar sua imagem na tela, tem que ter um diploma. Eu sou a favor disso, tem que se formar e estudar. Termina que as pessoas acham que podem substituir toda essa preparação, simplesmente pelo carisma e outro tipo de preparativo. Então, já faz 25 dias que formou uma turma especial na Faculdade Boas Novas, entre eles, o pastor Samuel, mas também outras pessoas de fora. Outras várias faculdades no país dão essa carga horária no fim de semana e durante a semana, recebe o conteúdo. E eu fiquei feliz de ter alcançado esse objetivo. Nunca é tarde para fazer o que amamos e o que gostamos. Eu tenho uma admiração pessoal pela profissão.

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