Header Ads

Marcelo Odebrecht diz a Moro que determinou pagamento de R$ 13 milhões para Lula

Declaração foi dada ao juiz em um depoimento na sede da Justiça, em Curitiba, nesta segunda-feira (10).


Por Malu Mazza, G1 PR e RPC, Curitiba

11/04/2017 12h22 Atualizado há 3 horas


O ex-presidente do Grupo Odebrecht, Marcelo Bahia Odebrecht, disse ao juiz Sérgio Moro, nesta segunda-feira (10), que determinou um pagamento de R$ 13 milhões, que seria entregue ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A ordem de pagamento, segundo Marcelo, foi feita a Branislav Kontic, que é ex-assessor do ex-ministro Antonio Palocci, entre 2012 e 2013.



Marcelo Odebrecht, ex-presidente do grupo Odebrecht está preso desde junho de 2015 (Foto: Rodolfo Buhrer/Reuters)


Este foi o primeiro depoimento de Odebrecht na Operação Lava Jato depois da assinatura do acordo de delação premiada. Ele também confirmou ao juiz que o codinome “amigo” das planilhas da propina da empreiteira se referia-se ao ex-presidente Luiz Inácio.


Marcelo Odebrecht é réu no processo que investiga se o ex-ministro Antônio Palocci recebeu propina para favorecer a empreiteira. Ele também disse no depoimento que “italiano” era Palocci e “pós-itália”, o ex-ministro Guido Mantega. O conteúdo dos interrogatórios, assim como as delações, está sob sigilo.


O réu também citou uma doação ao Instituto Lula, em 2014, e a compra de um terreno que seria usado como sede do instituto. A obra acabou não realizada.


O ex-presidente do Grupo Odebrecht afirmou também que Palocci intermediava pagamentos e assuntos de interesse da empresa com o PT.


Vazamentos

Antes do término do depoimento, o juiz Sérgio Moro foi informado que o conteúdo do que Odebrecht havia dito foi divulgado por agências de notícias. Voluntariamente, advogados e outras pessoas que estavam na audiência se dispuseram a mostrar os celulares.


Moro lamentou o vazamento, mas disse que cabia à defesa dos citados decidirem, em até três dias, se tomariam alguma providência.


O que diz o Instituto Lula

O Instituto Lula afirmou que funciona no mesmo local desde 1991 e que não recebeu nenhum terreno da Odebrecht. Disse ainda que todas as doações ao Instituto foram feitas com os devidos registros e nota fiscal, dentro da lei e informadas à Operação Lava Jato.


O Instituto declarou ainda que o ex-presidente Lula não tem conhecimento ou relação com qualquer planilha na qual pessoas possam se referir a ele como “amigo”.


O advogado de Antônio Palocci e Guido Mantega não quis comentar a audiência, mas que o vazamento é criminoso. O PT não quis se pronunciar.

Nenhum comentário

1. O Blog em Destaque reserva-se o direito de não publicar ou apagar acusações insultuosas, mensagens com palavrões, comentários por ele considerados em desacordo com os assuntos tratados no blog, bem como todas as mensagens de SPAM.

Tecnologia do Blogger.