18 de abril de 2017

Apresentação de relatório da reforma da Previdência é adiada


Leitura do relatório da reforma da Previdência na comissão especial da Câmara é adiada


O presidente da comissão especial na Câmara da reforma da Previdência, Carlos Marun (PMDB-MS), adiou para quarta-feira (19) a apresentação do relatório final sobre a proposta do governo. Inicialmente, a leitura estava prevista para esta terça.


Marun participa na manhã desta terça – ao lado do presidente Michel Temer, de ministros e deputados da base aliada do governo – de um café da manhã para tratar do assunto. Segundo o deputado, o adiamento foi solicitado pelo relator Arthur Maia (PPS-BA) para incluir alterações de última hora.


"Com a intensidade das conversações que vão se estabelecer hoje e outras que acontecerão, o relator solicitou mais algumas horas para incluir no relatório o resultado dessas conversas", explicou Marun, ao chegar para o café com o presidente.


A nova previsão é que o parecer seja apresentado por Arthur Maia aos membros do colegiado na Câmara às 9h de quarta-feira.


O relatório seria lido no café da manhã desta terça, antes de ser apresentado à comissão especial na Câmara, mas houve pressão da bancada feminina na Casa para ser alterado na última hora. Elas pedem que a idade mínima para se aposentar seja menor para as mulheres – a proposta original prevê 65 anos para ambos os sexos.


Em reunião na noite de segunda, sete deputadas e uma senadora se reuniram com Temer para discutir o assunto. Elas pedem uma espécie de compensação para a jornada de trabalho da mulher, estatisticamente maior do que a do homem, por considerar o trabalho doméstico. A mudança ainda é motivo de impasse no governo.


De acordo com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, as mudanças devem impactar em cerca de 20% o cálculo original da economia prevista com a reforma. Anteriormente, o impacto era calculado em 30%.


"[O cálculo do impacto] está dentro dos parâmetros que definimos como importantes para que o equilíbrio fiscal do país seja reestabelecido. Negociação faz parte de qualquer processo democrático no mundo", disse o ministro.

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