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O RISCO PARA COARI DE CANDIDATOS SUBJUDICE

A judicialização das eleições é uma realidade em todo o Brasil. É  muito comum acompanhar as brigas jurídicas que ocorrem após o encerramento do pleito,  ocasiões em que o voto não é a palavra final sobre as eleições e sim os tribunais. Por um lado se isso ocorre em virtude do emaranhado que é o nosso código eleitoral,  por outro ocorre também pela insistência de candidatos que sabem dos problemas jurídicos que enfrentam,  mesmo assim insistem em levar a disputa para o campo eleitoral.

O coariense já deveria estar vacinado contra candidatos que enfrentam a eleição subjudice. Há mais de uma década,  Coari sofre com isso.  O resultado é o atraso econômico e as constantes crises que afetam o município em virtude da alternância de poder. A troca de prefeitos na direção do município só trouxe prejuízos.

Tudo começou com a eleição de Adail Pinheiro em 2000. Denunciado por abuso de poder econômico.  Teve o mandato cassado,  recorreu,  voltou ao poder através de liminar.  Depois teve que renunciar ao mandato, antes do processo transitar em julgado.  O secretário de obras José Lobo assumiu como prefeito tampão em eleição indireta na Câmara Municipal.

Em 2008 Rodrigo Alves foi eleito mas só assumiu 6 meses.  Foi cassado por abuso de poder econômico.  Neste período assumiram como prefeito interinamente Iran Medeiros, depois Emídio Neto até que após eleição suplementar foi eleito Arnaldo Mitouso.

Em 2012 Adail Pinheiro é eleito. Assumiu em Janeiro de 2013. Não demorou muito para ter sua diplomação ser questionada na justiça por inegibilidade, sendo finalmente declarado inelegível pelo TSE quase dois anos após ter assumido.  Neste período,  foi preso em  fevereiro de 2014 assumindo em seu lugar o seu vice-prefeito Igson Monteiro. Posteriormente Igson renunciou,  assumindo o  mandato Iliseu Monteiro, presidente da Câmara.  Em manobra jurídica Iliseu Monteiro foi afastado da função assumindo o seu lugar Iranilson Medeiros.  Neste período assumiram também a prefeitura também o vereador Merelo e o vereador Mario Jorge,  tudo em decorrência de briga jurídica.  Por fim,  após consumado o processo de inegibilidade de  Adail Pinheiro,  a Câmara Municipal de Coari deu posse em abril de 2015 ao atual prefeito Raimundo Magalhães.

E mais uma vez o município pode viver este drama se insistir em eleger um candidato que vai disputar a eleição subjudice com o indeferimento da candidatura dos filhos do ex-prefeito Adail Pinheiro. Mais uma vez o voto pode não ser a palavra final.
O pior pode acontecer também nesta eleição, que é votar e os votos não serem computados,  como aconteceu na candidatura de Adail Pinheiro para deputado estadual em 2010, e de Arnaldo Mitouso em 2014 também para deputado estadual.

Coari precisa descartar de vez este entrave.  Que os candidatos resolvam seus problemas com a justiça para poder então por o seus nomes para avaliação popular.  Que o município não pague o alto preço de votar em candidatos subjudice,  sob a pena de ver os recursos do município envolvidos em disputas jurídicas ao invés de serem utilizados para saciar a fome de nossas crianças.


Um comentário:

  1. ta certo que quem tem problema judicial nao pd se candidatar,mais a nossa sem vergonha justica de merda brasileira e que nao preesta...pk deixa a pessoa se candidatar,,,,tem que tomar vergonha na cara e fzer valer a constituiçao...pk so tiram depois que ta eleito,,,doa quem doer mais esse e o meu pensamento...e dane se a justiça brasileira...pk tem ke tirar antes de entrar......pk nao dar pra tranzar de pau mo0le,,,,,,,,

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