20 de julho de 2016

TRIBUNAL DE CONTAS SUSPENDE TEMPORARIAMENTE FESTA DE ANIVERSÁRIO DE COARI



Tribunal de Contas concede um prazo de 15 dias para, apresente razões de defesa e envie à corte de Contas cópia integral do processo administrativo referente à realização da festa


acritica.com

Atendendo a uma representação da procuradora do Ministério Público de Contas (MPC), Evelyn Freire de Carvalho, o presidente do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), conselheiro Ari Moutinho Júnior, suspendeu cautelarmente, no início da tarde desta quarta (20), a realização dos festejos em comemoração aos 84 anos da cidade de Coari — previsto para os dias 1º e 2 de agosto — com show da dupla nacional Simone & Simaria (Coleguinhas) e outras atrações.

No início do mês passado, o conselheiro-presidente Ari Moutinho Júnior encaminhou ofício a todas as prefeituras para “que se abstivessem de realizar e custear com recursos públicos festas municipais tradicionais neste período de crise” e, baseado em decisão do colegiado, notificou os gestores com festas programadas para fornecerem explicações à Corte de Contas a respeito do respectivo festejo, caso não quisessem que os eventos não fossem cancelados.

Em sua representação, a procuradora Evelyn Freire de Carvalho usou trechos do ofício encaminhado pelo procurador-geral de Coari, Fábio Tavares Amorim, no qual informou que a cidade de Coari, em virtude da crise financeira, está com o salário do funcionalismo público atrasado, com o atraso no pagamento de aluguéis, com atraso no fornecimento de medicamento, entre outros problemas de gestão, para justificar a falta de plausibilidade para a realização da festa, uma vez que é obrigação do gestor público gerir com responsabilidade os recursos públicos.

Em seu despacho, o conselheiro-presidente determinou a notificação imediata do prefeito Raimundo Nonato de Araújo Magalhães e o cumprimento da decisão, sob pena de aplicação de multa. Ao gestor foi concedido um prazo de 15 dias para, apresente razões de defesa e envie à corte de Contas cópia integral do processo administrativo referente à realização da festa em questão, com projeto básico e todos os gastos previstos para o festejo, e ainda os documentos comprobatórios de que a situação econômica da prefeitura permite a realização da referida festa, sem o comprometimento das demais atividades e serviços públicos essenciais.

No dia 8 de junho passado, após ser notificada pela presidência TCE, a prefeita de Jutaí, Marlene Gonçalves Cardoso (Pros), decidiu cancelar o Festival da Sardinha 2016, que seria realizado no final deste mês. A gestora iria pagar mais de meio milhão para ter a dupla sertaneja Zezé Di Camargo & Luciano nos festejos da cidade, enquanto que o salário do funcionalismo público na cidade estava atrasado.

*Com informações da assessoria de imprensa

4 comentários:

  1. Ate! que enfim alguém capaz de pensa na população de Coari! Esse prefeito tem problemas mentais só pode ser! Espero que esse prefeito tem juízo nesta cabeça!

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  2. Não podemos negar o ditado que diz: "Cada povo tem o governo que merece!" A classe política nada mais é que uma pequena amostragem do povo que governa; portanto, jamais será diferente de seus governados.

    Que os povos da Terra não se iludam! Somente terão bons governantes quando a Nova Era estiver consolidada na Terra, quando os homens aprenderem a se amarem como o Cristo nos ama.

    At,

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  3. Dizem que cada povo tem o governo que merece! Baseado nisto podemos tecer uma rede de pensamentos sobre o que o povo da minha querida Coari espera dos nossos vereadores e do "prefeito". Há alguns anos atrás o povo brasileiro estava desacreditado, desconfiado; crentes de que um mal súbito social e financeiro, criado por um sistema ganancioso e elitizado iria dizimá-lo e corromper o futuro dos nossos filhos filhos. Era preciso um novo governo, mas não um qualquer! Era preciso um “HERÓI”. Que tivesse a força e audácia da juventude, que usasse um belo uniforme, que aflorasse seu lado narcísico, que não fosse agorafóbico, pelo contrário, que amasse as aparições públicas, em belos carros e até mesmo portando seu jet-ski. Collor era este herói! Mas tempos depois, após comprometer toda estrutura do país, de enriquecimento ilícitos de seus amigos por influência, vexames na família, morte de PC, confisco, e quebrar os nossos sonhos do herói, foi deposto pelos comuns caras pintadas. Desfeito o sonho do herói para este desprotegido povo e após percebermos que todo herói tem seu calcanhar de Aquiles, buscamos outro governo. Mas não queríamos mais um bravo, destemido e audacioso jovem. Desejávamos o néctar da sabedoria e do conhecimento político e social. Alguém que falasse bem, em vários idiomas, que tivesse livros já escritos, que representasse a nossa ignorância lá fora. Um INTELECTUAL! Que fizesse que, lá fora, não nos vissem como terceiro mundo, caracterizado pela fome, desemprego, analfabetismo e desigualdade na divisão de renda. Alguém que, mesmo que nada entendêssemos de sua fala, o aplaudiríamos de pé. Ele seria nossa cara de país em desenvolvimento. Por oito anos, FHC encarnou esta utopia. Depois da CPI do caso Sivam, da CPI da pasta Rosa, das questionáveis privatizações, da desvalorização do Real e outras dezenas de roubos históricos, não queríamos mais que estivesse liderando-nos. Hoje, alguém sabe por onde anda nosso representante intelectual? O povo brasileiro disse chega! Chega de herói, chega de intelectuais! Queríamos alguém dos nossos. Operário, PROLETÁRIO, semiletrado, rústico, amante e expositor do senso comum, inimigo da ciência, um Che Guevara dos desiludidos. Que sustentasse o ledo engano da alma do povo sofrido de que, um dia, todos chegaríamos lá. Mas depois que seus companheiros fizeram aquela farra com dinheiro público, das malas policoloridas, ficou difícil continuar acreditando na seriedade de suas promessas; ainda diz que nada sabia e que era desconhecido os tais episódio. Banalizou a história de uma causa, e ainda continua gritando pelos continentes que o Brasil está excelente e que não temos mais miséria. Então, matamos o modelo de herói, não entendemos nosso modelo de intelectual e nos decepcionamos com o modelo do homem das parábolas e metáforas simples. Esperamos, agora, que nestes anos pela frente, que nossos vereadores e prefeito sejam heróis que protejam mais os cidadãos desta cidade e seus sonhos. Que afugentem toda espécie de narcisismo, tornando os interesses desta cidade superiores aos seus desejos de autopromoção. Que sejam sábios, tendo consciência do que falam e fazem e os efeitos de suas escolhas no futuro dos nossos filhos. Que tenham a cara deste povo, alguém dos nossos, que não matem, em nós, a santa utopia de que nem tudo está perdido.

    Santos

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  4. Os homens mudam de governantes com grande facilidade, esperando sempre uma melhoria. Essa esperança os leva a se levantar em armas contra os atuais. E isto é um engano, pois a experiência demonstra mais tarde que a mudança foi para pior.
    Na política, os aliados de hoje são os inimigos de amanhã.
    Os homens quando não são forçados a lutar por necessidade, lutam por ambição.
    Como é perigoso libertar um povo que prefere a escravidão!
    O primeiro método para estimar a inteligência de um governante é olhar para os homens que tem à sua volta.

    (Nicolau Maquiavel)

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