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Homem de confiança de Lula, Jaques Wagner virou conselheiro de Dilma

Novo chefe da Casa Civil integra coordenação política do governo petista.
Ele comandou Trabalho e Relações Institucionais durante o governo Lula.

Filipe MatosoDo G1, em Brasília
Dilma Rousseff e Jaques Wagner (Foto: Henrique Mendes / G1)O novo ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, ao
lado da presidente Dilma Rousseff, em imagem de
arquivo (Foto: Henrique Mendes / G1)
Anunciado nesta sexta-feira (2) como novo ministro-chefe da Casa Civil, o ex-governador da Bahia Jaques Wagner (PT) é um dos homens de confiança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, com a criação da coordenação política do governo, passou a integrar o quadro de conselheiros da presidenteDilma Rousseff.

Quadro histórico do Partido dos Trabalhadores, Wagner chefiava o Ministério da Defesa desde janeiro deste ano, quando Dilma tomou posse para o segundo mandato.

Nos últimos oito anos, o petista governou o estado da Bahia. Antes de assumir o Palácio Rio Branco, Jaques Wagner comandou, no primeiro mandato do ex-presidente Lula, o Ministério do Trabalho e a Secretaria de Relações Institucionais.


Em 2014, ele não disputou as eleições, mas atuou como um dos coordenadores da campanha da presidente Dilma à reeleição, especialmente no Nordeste. Elogiado internamente no PT pelos resultados obtidos no segundo turno da eleição, Jaques Wagner foi um dos primeiros nomes a surgir como possível ministro após Dilma derrotar o então candidato do PSDB à Presidência, senador Aécio Neves (MG).
Parte do quadro de fundadores do PT, Wagner teve seu nome defendido na Casa Civil por Lula em outras ocasiões. Em meio à crise na relação entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional, o ex-presidente já havia sugerido a Dilma, em pelo menos duas ocasiões, que substituísse Aloizio Mercadantex pelo ex-governador baiano.

Trajetória
Conhecido pelo perfil "conciliador", Jaques Wagner nasceu no Rio de Janeiro em 16 de março de 1951 e começou a se envolver com política aos 18 anos, quando presidiu o diretório acadêmico da Faculdade de Engenharia Civil da PUC-RJ. Devido à atuação no movimento estudantil, passou a ser perseguido pelo regime militar, deixou a universidade e foi para a Bahia.

Em Camaçari, no litoral baiano, começou a trabalhar como técnico em uma indústria petroquímica. Na década de 1980, conheceu Lula  e participou da  fundação do PT. Também ajudou a instalar a sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT) na Bahia e atuou como presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Petroquímica do estado, de 1987 a 1989.

Wagner assumiu o primeiro mandato em 1990, quando se elegeu deputado federal, reeleito em 1994 e 1998. Antes de se tornar ministro de Lula e governador da Bahia, tentou se eleger prefeito de Camaçari (BA), mas perdeu.

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