24 de abril de 2015

D24Am: Grupo de oposição de Coari usa foto ‘falsa’ em denúncia contra o prefeito

Vereadores usam foto de 2012, de site do governo, para denunciar propina



Manaus - Vereadores de oposição em Coari protocolaram, ontem, no Ministério Público do Amazonas (MP-AM) uma denúncia contra o prefeito Raimundo Magalhães (PRB), usando uma foto de 2012 extraída de uma matéria publicada no site do governo do Estado.

Os vereadores Iranilson Medeiros (DEM), Salustiano Júnior (PMDB), Keiton Pinheiro (PHS),  Professor Natinho (PMN) e Robério Queiroz (PRP) apresentaram ao subprocurador do MP-AM, Jefferson Neves de Carvalho, um texto publicado no site Portal do Zacarias, em que é mostrada  uma troca de mensagens via telefone celular, segundo o portal, entre Magalhães e uma pessoa não identificada. 

Segundo a denúncia, na conversa, o prefeito negocia cargo em uma das secretarias de Coari, em troca de dinheiro. Durante a troca de mensagens, a pessoa não identificada informa que já tem dinheiro disponível para passar ao prefeito e publica uma foto mostrando um montante de cédulas de R$ 10, R$ 20, R$ 50 e R$ 100.

A imagem que aparece na mensagem foi publicada originalmente no site do Governo do Amazonas, em 12 de dezembro de 2012, e pode ser conferida clicando aqui.

No ofício protocolado no MP-AM, os vereadores afirmam que, “por serem tão gravíssimas as denúncias, as quais já circulam na imprensa local e nacional, vimos (sic) perante este Douto Ministério Público solicitar as providências cabíveis”, cita o documento.

De acordo com o presidente da Câmara Municipal de Coari, vereador Iranilson, os parlamentares tomaram conhecimento da denúncia na manhã desta quinta-feita, após veiculação no Portal do Zacarias. “Acredito que as mensagens sejam verdadeiras, porque a pessoa que apresentou a conversa até registrou em cartório, então, a pessoa tem respaldo”, disse.

Na publicação no Portal do Zacarias, aparece um carimbo do Cartório Abreu 9º Tabelionato de Notas, assinado pela escrevente Gezianne Silva Fuzari, datada de 22 de abril.

Por meio da assessoria de imprensa do MP-AM, o procurador-geral de Justiça do Estado, Carlos Fábio Monteiro, afirmou que a denúncia será apurada e que, nesta sexta-feira, se manifestará sobre o assunto.

Perícia
Raimundo Magalhães negou a existência da conversa e afirmou que oferecerá a quebra de seu sigilo telefônico para apuração do caso. “Amanhã (hoje), chego a Manaus e irei procurar o Departamento de Polícia Federal para quebra de meu sigilo telefônico, assim como deixarei meu aparelho celular para ser periciado”, afirmou.

De acordo com o prefeito, a linguagem usada na troca de mensagens não é habitualmente usada por ele. “Eu estou entrando na política com minhas mãos limpas e estas mensagens foram todas montadas. Eu não sei nem falar esta linguagem nojenta que eles coloraram, nem é a minha índole”, afirmou. 

Magalhães afirmou, ainda, que pedirá que a Polícia Federal investigue quem é o responsável pela divulgação da conversa. “Isto é uma difamação e espero que todos os responsáveis sejam punidos por isto. Como eu não tenho nenhum BO (Boletim de Ocorrência) contra mim, eles querem sujar a minha imagem”, disse.

O deputado estadual Luiz Castro (PPS) alertou que o nome do prefeito é denominado como ‘prefeito Magalhães Coari’ na primeira parte da conversa e apenas ‘Magalhães’ em outro trecho. “É uma montagem grosseira que será facilmente desmascarada. O prefeito está enfrentando uma quadrilha formada por pseudo políticos. Uma quadrilha vinculada ao ex-prefeito Adail (Pinheiro). Infelizmente, o caso de Coari é um caso de páginas policiais, e estão tentando denegrir a imagem de Magalhães, criar uma imagem negativa em uma ação de desespero”, afirmou Luiz Castro.

De acordo com o deputado, a Polícia Civil ou a Polícia Federal deveriam começar a investigar os vereadores que apresentaram a denúncia. “É até interessante que eles venham ao Ministério Público apresentar uma denúncia falsa, porque vai permitir o desmascaramento desta denúncia”, frisou.

Magalhães assumiu a Prefeitura de Coari no último dia 16 de abril, após decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

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