20 de abril de 2015

Acidentes aéreos caem 14,2% em 2014 no Amazonas


No ano passado,  o número de acidentes aéreos, no Amazonas, caiu 14,2% em comparação com o mesmo período de 2013. Conforme dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), seis ocorrências do tipo foram registradas, no Estado, de janeiro a dezembro, contra sete, no ano anterior.
Aeronaves convencionais, a maioria particulares, e turbo hélices estiveram entre os envolvidos em acidentes registrados, no Amazonas, no ano passado. Um táxi aéreo e uma aeronave de transporte regular também compõem a lista.
Manaus, com duas ocorrências ocupou o primeiro lugar no ranking dos municípios palco de sinistros. Iranduba, Coari, Boa Vista e Novo Airão, com um caso cada, respectivamente deram prosseguimento a lista de municípios que apresentaram acidentes aéreos, em 2014, segundo a Anac.
No ano passado, seis acidentes foram registrados no Estado, contra sete em 2013, uma queda de 14,2%. Em 2012 e 2011, cinco ocorrências do tipo foram comunicadas a Anac, respectivamente.

Annyelle Bezerra 
Em 2013, Manaus e Tefé apresentaram o maior número de acidentes aéreos, duas ocorrências cada. Em seguida estavam Atalaia do Norte, Envira e Canutama, com um caso cada, conforme a Agência Ncional.
O pouso sem trem do monomotor PR-RAU, modelo 58, de propriedade da empresa Tapajós Táxi Aéreo Ltda, foi o primeiro acidente registrado pela Anac, no ano passado, no Amazonas. O sinistro sem vítimas fatais ocorreu no dia 18 de janeiro, no Aeroclube do Amazonas, zona centro-sul. Duas pessoas estavam a bordo da aeronave.
No dia 16 de abril, foi a vez do avião bimotor Piper PA-34-200T, de prefixo PT-ISH, cair no meio da mata após uma falha de motor em voo, por volta das 18h. A aeronave com dois passageiros pousou dentro de um sítio próximo ao ramal de Paricatuba, em Iranduba. Não houve feridos.
A lista de acidentes identificados pela Anac, no ano passado cita ainda o pouso forçado da aeronave turbo hélice ATR-42-500, que decolou de Coari, no Terminal 2 do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em maio. O avião que transportava 49 passageiros teria tido problemas após colidir com um animal na pista; o acidente sem causa determinada envolvendo a aeronave turbo hélice de propriedade da empresa Rico Táxi Aéreo Ltda, em Boa Vista do Ramos; a falha de motor em vôo da aeronave convencional de propriedade da empresa Seaplane Tours Turismo Ltda, em Novo Airão; e a perda de controle no solo do avião convencional da empresa Jamil Tur, em Manaus, no mês de outubro também são citados.
De acordo com a Anac, nem sempre os acidentes aéreos têm como causa a falta de manutenção da aeronave. Condições meteorológicas, uso de bebidas alcoólicas ou mesmo erro de projeto podem contribuir para as falhas.

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