Bem meus amigos, a aparente cura de dois homens portadores de HIV graças a um fenômeno natural abre perspectivas interessantes nas buscas pela cura da Aids, foi o que revelou nesta terça-feira (4) um estudo científico publicado na revista especializada "Clinical Microbiology and Infection". Este fenômeno natural permite ao organismo infectado integrar o vírus no DNA, neutralizando-o. Os dois pacientes em questão estavam infectados com o HIV sem nunca terem estado doentes, nem terem uma quantidade detectável de vírus no sangue, segundo a investigação. Nenhum deles foi submetido a tratamentos.


Quer dizer, a cura não chegou, mas este fato, se não representa a cura, revela que pelo menos uma mudança no paradigma sobre o que pode representar a cura desta doença que já vitimou milhões de seres humanos. No caso destes dois pacientes, alvo dos estudos, a  análise realizada graças a tecnologias modernas permitiu reconstituir o vírus encontrado no genoma dos pacientes. Os pesquisadores conseguiram provar que o vírus foi inativado por um sistema de interrupção da informação fornecida pelos genes do vírus. O sistema, denominado "codon-stop" marca o fim da tradução de um gene em proteína. O vírus torna-se incapaz de se multiplicar, mas permanece presente no DNA dos pacientes. Estas interrupções se devem a uma enzima conhecida, o Apobec, que faz parte do arsenal disponível nos seres humanos para combater o vírus, mas que normalmente é desativada por uma proteína do vírus.

Talvez a AIDS represente o maior desafio para a medicina, desde quando começou o contágio pela doença em todo mundo, mas também representou uma mudança de comportamento, despertando uma nova consciência sobre o sexo livre, o uso de preservativos e o cuidado mais responsável com relação a sexualidade. Vitimou muitos famosos, levou muitos gênios da cultura principalmente, e continua desafiando o conhecimento cientifico.