8 de outubro de 2014

PSB anuncia apoio à reeleição de José Melo no segundo turno

Após dois dias de conversas, o Partido Socialista Brasileiro (PSB) formalizou nesta quarta-feira, dia 8 de outubro, o apoio à reeleição do governador José Melo (Pros) no segundo turno das eleições no Amazonas. De acordo com o governador, a aliança se deve a convergência de propostas e é fruto de consenso entre os dirigentes do partido. O governador adiantou que deve se posicionar sobre apoio presidencial nesse segundo turno, seguindo a decisão do grupo político.

Em coletiva de imprensa realizada na sede do PSB, no centro de Manaus, Melo, o senador eleito Omar Aziz (PSD), o presidente da legenda, Marcelo Serafim, e o presidente de honra e deputado estadual eleito, Serafim Correa, ex-prefeito de Manaus, explicaram as razões da parceria. Melo afirmou que vai incorporar em seu plano de governo bandeiras defendidas pelos socialistas, entre elas a autonomia da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

"A UEA tem plena autonomia de decisão assegurada hoje. A última que faltava era a eleição para o reitor da universidade, que foi feito no governo do Omar. O conselho da universidade decide e, eu governador, não interfiro. O que falta é uma vírgula para a autonomia", disse, destacando que durante a gestão com o ex-governador Omar Aziz, senador eleito, houve a recomposição orçamentária da universidade, que na época de Eduardo Braga sofria perdas orçamentárias de cerca de 30%.

Legenda do terceiro colocado na disputa eleitoral para o governo no primeiro turno, o deputado estadual Marcelo Ramos, o PSB é o 17º partido a integrar a base da campanha de Melo para o governo do Amazonas. O ex-prefeito de Manaus Serafim Correa, que em 2015 ocupa uma das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa do Amazonas, disse que pesou na escolha do partido a postura de Melo de parceria com as prefeituras municipais e a disposição para dialogar.

"De um lado a figura humilde e serena e de outro a do ex-governador, hoje senador, e que quando administrou o Estado tinha uma relação ruim com os prefeitos, com interferência, com desvio de R$ 200 milhões dos cofres de Manaus para Coari. Melo tem outra postura de parceria. Quem foi prefeito quando o outro era governador sabe muito bem porque optamos por Melo e vamos a luta", afirmou o ex-prefeito Serafim Correa, que foi o terceiro deputado estadual mais votado no pleito eleitoral deste ano.

Serafim lembrou ainda da dificuldade de articulação com o então governador Eduardo Braga para resolver assuntos de interesse da população de Manaus, como o transporte coletivo, o abastecimento de água e a recuperação de ruas. "Nós preferimos a humildade do professor José Melo, a parceria com os municípios que vem acontecendo bem diferente de quando o outro candidato foi governador e eu prefeito. Seguiremos juntos para a vitória para que o Amazonas tenha quatro anos de paz", disse.

Para o ex-governador Omar Aziz, senador eleito na chapa de Melo, o PSB tomou uma posição política importante demonstrando que não quer voltar ao passado. "Em Manaus, 62% das pessoas não votaram no nosso adversário. Não querem que volte ao passado, está claro. Acredito que essa adesão e apoio importantes fortalece a candidatura de Melo para a reeleição. A partir desse momento a decisão é da população. As pessoas estão conscientes", disse Omar, que foi um dos principais articuladores da aliança com os socialistas.

Questionado sobre uma possível participação de quadros do PSB no futuro governo, Melo foi enfático. Disse que a participação é possível com quadros técnicos, mas que o tema não fez parte das conversas com Serafim Correa e Marcelo Ramos. "Em nenhum momento das conversas que tive com a cúpula do PSB, com Serafim à frente, e depois na conversa individual com o Marcelo, em nenhum momento, houve pedido para apoio. O PSB tem pessoas de envergadura técnica importante. Posso garantir que nosso futuro governo será um governo técnico. Nesse sentido não importa a cor do gato, de onde vier será bem vindo", disse.

Apoio presidencial

O governador José Melo disse que pretende anunciar nos próximos dias a decisão sobre apoio presidencial. O candidato da coligação 'Fazendo mais por nossa gente', que no primeiro turno das eleições manteve a neutralidade e não pediu voto para os presidenciáveis, afirmou que a decisão será do grupo político.

"Eu tenho vários companheiros comigo. Vou me reunir entre hoje e amanhã nesse sentido. Eu não tomo decisão sozinho. A construção dessa campanha vitoriosa que começou com 1,5% das intenções de voto e eu cheguei a 43% dos votos no final do primeiro turno teve muitas mãos. Todos me ajudaram. Omar, Artur (Neto), candidatos a deputado estadual e federal. Eu vou me reunir com os companheiros e a decisão vai prevalecer", declarou.

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