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QUE ABERTURA DE COPA POBRE E DECEPCIONANTE

Algumas palavras sobre a festa de abertura...

Bruno Astuto

Abertura da Copa deixou a desejar (Foto: AG.News)


Vou direto ao ponto: achei o estádio bilionário feiíssimo, o balé de abertura de uma pobreza vergonhosa, o jogo bem fraco e cheio de lances duvidosos e essas manifestações atingindo jornalistas, uma selvageria. O fato de a Copa não ter tido um discurso de abertura foi bizarro, um ato covarde. Não falo apenas da presidente Dilma, mas do capo da Fifa, Joseph Blatter, o verdadeiro dono da festa. É como se fôssemos à festa de alguém e o anfitrião nos desse as costas.

O Brasil sabe fazer espetáculos grandiosos sem buracos. A quem interessar possa entre os gringos desses eventos internacionais, selecionei algumas inspirações - e olha que o corpo de baile vai para o palco praticamente sem ensaio. São elas: Parintins, Sambódromo do Rio, carnaval de Olinda e as festas juninas de Campina Grande. Todas elas são grandes disputas em que conta uma coisa chamada evolução. Um buraquinho no palco e a escola, a quadrilha e o boi são desclassificados.

Claudia Leitte, que bateu um boão, e J-Lo (Foto: AG.News)
Claudia Leitte foi, sim, um ponto alto nessa apresentação capenga. Estava bonita, esbanjou simpatia e levantou o público. Deixou J-Lo – cheia de problemas na vida amorosa – bem apagada, e ainda soube conduzi-la no palco, como anfitriã local de uma gringa que não entendia muito seu papel na festa. Sobre o playback, basta dar uma olhada nas outras festas de abertura para saber que ele é absolutamente normal, com algumas intervenções ao vivo dos cantores. Não é um show de música, mas um show pictórico.

Aliás, festas de abertura de Copas do Mundo nunca são lá essas coisas – as dos Jogos Olímpicos é que são. Lembro bem da Copa da França, com um belo desfile do Yves Saint Laurent, mas a plateia do estádio ficou meio sem saber o que estava vendo. Desfile de moda e futebol nunca lá foram muito ligados... pelo menos até surgir o David Beckham. Mesmo assim, a nossa ficou muito aquém do que poderia ser e do que nossas mentes criativas – e como existem no Brasil – são capazes de fazer.
A minha única emoção neste jogo foi a plateia cantando o hino até o final, depois da interrupção protocolar da música. E achei que o fato de um paraplégico chutar uma bola com seu exoesqueleto ganharia maior destaque no show – quem não estava por dentro do assunto (boa parte das bilhões de pessoas que assistiam à festa pela TV) ficou sem entender nada. Que esta ideia prospere, cresça, se alastre e esteja ao alcance de quem não puder pagar. A dívida deste país com os portadores de deficiência é abissal. Falo com conhecimento de causa, de quem já manteve uma escola/ ONG com 100 portadores de múltiplas deficiências. Este exoesqueleto é um gol que precisamos marcar.
Tomara que tenha sido apenas um começo com o pé esquerdo. Respeito opiniões divergentes, mas esta é a minha, o que não me impede de dizer: Viva o Brasil, porque eu amo e torço pelo meu país dentro e fora dos gramados. E estou feliz com a nossa vitória. Rumo ao hexa!

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